Difference between revisions of "Portal da Engenharia Elétrica (Câmpus Itajaí)"

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== Dados gerais do Curso==
 
== Dados gerais do Curso==
*Nome do Curso: '''Engenharia de Telecomunicações'''  
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*Nome do Curso: '''Engenharia Elétrica'''  
 
*Tipo de Curso: '''Curso Superior - Bacharelado'''
 
*Tipo de Curso: '''Curso Superior - Bacharelado'''
 
*Modalidade: '''Presencial'''
 
*Modalidade: '''Presencial'''
*Tipo de Ingresso: '''Processo de seleção (Vestibular 70%/ENEM-SISU 30%)'''
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*Tipo de Ingresso: '''Processo de seleção (Vestibular e/ou ENEM-SISU)'''
*Local da Oferta: '''Campus de São José'''
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*Local da Oferta: '''Campus de Itajaí'''
*Matrícula: '''por Disciplina'''
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*Matrícula: '''por Unidade Curricular'''
*Turno da oferta: '''diurno com concentração em um turno'''
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*Turno da oferta: '''Vespertino'''
*Início do curso: '''semestre de 2012'''
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*Início do curso: '''semestre de 2015'''
*Número de vagas: '''32 por semestre'''
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*Número de vagas: '''40 por semestre'''
 
*Duração: '''10 a 20 Semestres'''
 
*Duração: '''10 a 20 Semestres'''
 
*Tipo de Avanço: '''Pré-requisito'''  
 
*Tipo de Avanço: '''Pré-requisito'''  
*Carga horária total: '''3798 horas'''
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*Carga horária total: '''4084 horas'''
 
*Carga horária prática: '''1206 horas'''
 
*Carga horária prática: '''1206 horas'''
*TCC: ''' obrigatório com 144 horas'''
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*TCC: ''' obrigatório com 140 horas'''
*Estágio: '''obrigatório com 162 horas'''
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*Estágio: '''obrigatório com 160 horas'''
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*Atividades complementares: '''400 horas obrigatórias'''
  
 
*[http://cs.ifsc.edu.br/portal/files/Resolucao_42_Aprovacao_criacao_curso_Engenharia_Telecomunicacoes%283%29.pdf Documento de Autorização]
 
*[http://cs.ifsc.edu.br/portal/files/Resolucao_42_Aprovacao_criacao_curso_Engenharia_Telecomunicacoes%283%29.pdf Documento de Autorização]
  
 
==Perfil do Curso==
 
==Perfil do Curso==
===Justificativa===
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===Análise da Microrregião de Atuação===
O Brasil vive um ciclo virtuoso de crescimento com avanços em todos os setores da economia. O país caminha para ocupar a quinta economia do mundo, segundo a Goldman Sachs já ocupa esta oposição (O’NEIL, 2011). Entretanto, já começa a se tornar observável a falta de mão de obras nas áreas de tecnologia, um quadro que tende a se agravar nos próximos anos. Em particular, a falta de engenheiros no mercado se destaca. Enquanto países como o Japão e Estados Unidos possuem em torno de 25 engenheiros por mil trabalhadores, o Brasil possui cerca de 6 profissionais (TELLES, 2009).  
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Segundo a Síntese Informativa da Microrregião de Itajaí [IFSC, 2013], baseada no censo do IBGE, Itajaí é compreendida como a cidade-sede de uma microrregião, que integra um total de 12 municípios (ver Figura 1.1), com população total de 571.027 habitantes, sendo destes um percentual de 94,93% residentes nas áreas urbanas, 52% com idades entre 10 e 39 anos e uma taxa de crescimento de 41,05%, em dez anos.
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Figura 1.1 – Aspectos Demográficos da Microrregião de Itajaí
  
Um outro ponto a ser destacado é que apesar de o país ter um grande PIB e crescimento elevado, boa parte da economia advém de commodities com pouco valor tecnológico agregado. Apesar de um esforço no sentido de ampliar a participação na produção científica mundial, o número de patentes originados e registrados no país está muito abaixo de países considerados desenvolvidos. Em 2007 o Brasil teve 384 patentes internacionais contra cerca de 52000 dos Estados Unidos (FolhaNews, 2008). Neste contexto fica claro a necessidade do país formar mais engenheiros com foco em desenvolvimento tecnológico.
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Além de ser, então, o município mais populoso da AMFRI, Itajaí possui o 2º maior PIB do Estado, o principal porto de Santa Catarina e o maior exportador de frios do país. Além disso, o comércio, a prestação de serviço, o turismo e as indústrias fazem com que Itajaí se destaque como uma das cidades com as mais variadas fontes de renda. O Jornal Gazeta Mercantil, em pesquisa divulgada na edição de 7 de abril de 2006, apresentou Itajaí como o quarto melhor município do Brasil, em termos de dinamismo econômico. Os principais parâmetros analisados foram investimentos em áreas sociais, desenvolvimento econômico e volume de operações bancárias por habitante. Itajaí ficou à frente, por exemplo, de todas as capitais do país e do Distrito Federal. As tabelas 1.2 e 1.3 [IFSC, 2013] ilustram a situação privilegiada dos municípios da AMFRI, com relação à média nacional de IDHM (de 0,727, em 2010) e PIB per capita (principalmente Itajaí), segundo dados do PNUD, IBGE e EPAGRI.
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Tabela 1.2 – Índice de Desenvolvimento Humano Municipal
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Tabela 1.3 – Produto Interno Bruto, PIB per capita e Valor Adicionado por Setor
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Em 2012, foram contabilizadas 10.196 empresas atuantes na cidade de Itajaí, que ofertavam por volta de 90 mil postos de trabalho, segundo dados do IBGE.  
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Uma pesquisa recente do Conselho Regional de Engenharia e Arquitetura (CREA) (Tabela 1.4), aponta que Itajaí é a terceira cidade do estado em número de empresas afiliadas ao conselho, e que, portanto, têm a engenharia como atividade meio ou fim na região. Estas empresas concentram-se basicamente nos setores de produção de papel e papelão, pesqueiro e de beneficiamento do pescado, de construção naval, de alimentos, de suporte ao transporte portuário e de armazenamento de produtos destinados à exportação. Segundo dados de 2011 da FIESC, a região de Itajaí conta com cerca de 134 grandes indústrias, as quais investem na ampliação e inovação de sua planta fabril. Desta forma, os engenheiros eletricistas têm um potencial papel atuante na inovação, renovação e na automação destes equipamentos industriais.
  
A motivação para a inclusão da engenharia como nova área de formação nos Institutos Federais também é embasada na experiência destas instituições com Cursos Superiores de Tecnologia (Tecnólogos), por seu corpo docente qualificado e por disporem de excelente infraestrutura física e de laboratórios. Estes pontos foram destacados na apresentação do documento elaborado pelo MEC/SETEC, intitulado “Princípios norteadores das engenharias dos IFs” (MEC, 2009a) e reflete a realidade da área de telecomunicações do Campus São José do IF-SC.  
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Tabela 1.4 – Empresas afiliadas, por Inspetoria (CREA, 2014)
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Este mesmo relatório também comprova, pelo volume de arrecadação em ARTs (Anotação de Responsabilidade Técnica), a marcante atuação de engenheiros, especialmente civis, industriais e eletricistas em Itajaí e região, como mostra a Tabela 1.5.
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Tabela 1.5 – Arrecadação em ARTs, por Inspetoria (CREA, 2014)
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Tabela 1.6 – Número de ARTs, por Inspetoria (CREA, 2014)
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Segundo os dados do CREA, em 2014, Itajaí foi a segunda cidade do estado em valor arrecadado com as ARTs e em número de ARTs emitidas (Tabela 1.6), configurando a existência de um mercado de trabalho próspero para engenheiros, na região. Além deste fato, é possível observar nas tabelas 1.5 e 1.6 que a região de Itajaí, é a terceira maior região catarinense em números de ARTs (2.753) e arrecadação na área de Engenharia Elétrica, logo atrás apenas das cidades de Florianópolis (3.185) e Joinville (2.969), consolidando-se como importante polo de desenvolvimento nesta área.
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Soma-se a esta característica, todo o Complexo Portuário de Itajaí (CPI), que é o segundo maior do país, em movimentação de carga e contêineres. É chamado de complexo, pois além do Terminal de Itajaí (formado pelo Porto Público e APM Terminals Itajaí) é composto pela Portonave S/A - Terminais Portuários de Navegantes, Terminal Portuário Braskarne, Trocadeiro Terminal Portuário, Poly Terminal S/A e Teporti Terminal Portuário Itajaí S/A. Itajaí representa também a infraestrutura portuária responsável pelo escoamento de grande parte da produção catarinense, sendo um polo atrativo para a instalação de indústrias na região, para investidores e empreendedores nos diversos setores da economia.
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Obviamente, o desenvolvimento de um Município deste porte requer formação profissional constante de seus cidadãos. Principalmente, formação e qualificação técnica de alto nível, para que seja possível atender toda esta demanda considerável, por parte de empresas e indústrias.
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No aspecto da oferta de cursos técnicos e profissionalizantes, Itajaí já é destaque incontestável, em níveis estadual e nacional. Em 2012, foram registrados pelo Censo da Educação Superior (MEC), 59 cursos técnicos, ofertados por 9 instituições de ensino. Estimando-se um número médio de 20 vagas anuais por curso, chega-se a aproximadamente 1.180 vagas anuais, somente em cursos técnicos e somente no município de Itajaí. Considerando-se que em 2012 haviam apenas 2086 alunos matriculados na 3a. Série do Ensino Médio, no município de Itajaí, ou seja, o que representa 0,56 vagas por aluno (1 vaga para cada dois alunos) em cursos técnicos, para cada potencial egresso do ensino médio, é fácil inferir-se que o acesso e a progressão para o técnico/profissionalizante, por parte de habitantes com ensino médio completo, estão garantidos no município de Itajaí.
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Em toda a AMFRI, foram registrados 85 diferentes cursos técnicos, em 16 instituições de ensino, públicas e privadas, o que significa uma média anual de 1.700 vagas para cursos técnicos na região [IFSC, 2013]. É importante lembrar que o estudo do IBGE de 2012 não contabilizou as centenas de vagas de ensino gratuito, abertas recentemente entre 2013 e 2014, para cursos técnicos e de capacitação, nestas instiuições, via programa Pronatec e os cursos de formação profissional ofertados pela Fundação de Educação Profissional e Administração Pública, FEAPI, da própria prefeitura municipal de Itajaí.
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Ou seja, a região vive atualmente uma realidade sem precedentes, em termos de ofertas de vagas no ensino técnico e profissionalizante, o que, porém, não se reflete igualmente na oferta de cursos superiores, especialmente os públicos.
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Paradoxalmente, a cidade não conta com uma instituição de ensino superior pública, gratuita e de qualidade, e certamente é papel do IFSC suprir a demanda deste público, que não dispõe de recursos financeiros para investir em sua formação acadêmica e precisa verticalizar sua formação acadêmica. Desta forma, o curso de Engenharia Elétrica possibilitaria, além da formação em si, uma perspectiva pioneira de melhoria para as famílias de baixa renda, além de contribuir para o desenvolvimento da região.
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De modo geral, todos os municípios próximos a Itajaí possuem necessidade de vagas em educação profissional gratuita em nível superior, como será melhor detalhado na seção de justificativa.
  
O IF-SC vem seguindo uma trajetória diferenciada das universidades, atuando nos diferentes níveis de educação tecnológica e, com seu novo status de instituto federal pode agora também oferecer cursos de engenharia. A área de telecomunicações do Campus São José oferece cursos técnicos de nível médio em telecomunicações desde sua criação em 1988 e Curso Superior de Tecnologia em Sistemas de Telecomunicações desde 2004. O Curso Superior de Tecnologia em Sistemas de Telecomunicações foi reconhecido em 2011 e obteve conceito 5 (cinco) na avaliação do INEP/MEC. Com isso, as empresas da região vem se beneficiando com os estudantes que saem como profissionais de alto nível para atuarem no mercado de trabalho. Em particular, o curso de graduação em tecnologia, com foco na operação de tecnologias existentes, adveio de um anseio do mercado local e do corpo docente altamente qualificado. Com as lições aprendidas neste curso e com a recente ampliação do corpo docente, aliando-se a um esforço de ampliar o quadro de doutores, um passo adicional vem sendo almejado: a criação de um curso diferenciado de Engenharia de Telecomunicações cobrindo além da operação de tecnologias, também o segmento de criação de novos produtos e tecnologias.
 
  
===Análise de Demanda===
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===Justificativa===
Em termos de demanda por profissionais da área de telecomunicações, ressalta-se que o Estado de Santa Catarina, e a região da Grande Florianópolis em particular, concentram diversas empresas que atuam na área de telecomunicações ou em áreas correlatas. São tanto empresas provedoras de serviços, como indústrias de equipamentos e provedores de soluções tecnológicas integradas para a área de telecomunicações.
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Para competir no atual mercado globalizado, em que produtos e processos têm ciclos cada vez mais curtos, é fundamental incrementar a capacidade nacional de gerar, difundir e utilizar inovações tecnológicas. Essa capacidade só é obtida a partir da qualificação do mais importante elemento: as pessoas [IFSC, 2012].
Em maio/2011 a ACATE – Associação Catarinense de Empresas de Tecnologia – e a Prefeitura Municipal de Florianópolis – PMF apresentaram o resultado de um estudo sobre o mapeamento de recursos humanos (RH) e cursos em TIC (tecnologia da informação e comunicação) na cidade de Florianópolis – SC, mostrando um pouco sobre as características do setor na região da Grande Florianópolis (ACATE, 2011).
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Ocorre, porém, que um importante indicador da capacidade de inovação tecnológica e competitividade industrial de um país é, exatamente, o percentual de engenheiros formados, em relação ao total de concluintes do ensino superior. Segundo dados da Organização para a Cooperação e Desenvolvimento Econômico (OCDE), citados por [LOBO, 2009], no Brasil, só 5% dos formados estão nas áreas de engenharia; enquanto no Japão, os cursos de engenharia formam 19% dos profissionais de nível superior; na Coreia, 25%; na Rússia, 18%.
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Existem atualmente cerca de 550 mil engenheiros no país, uma razão de seis para cada mil pessoas economicamente ativas, enquanto países como Estados Unidos e Japão têm 25. Mais de 50% dos estudantes brasileiros de cursos de graduação estão concentrados nas áreas de Administração, Direito e Letras, apenas. Além disto, da totalidade de estudantes de engenharia no Brasil, quase 50% cursam Engenharia Civil, enquanto em países desenvolvidos há um maior percentual em modalidades ligadas à alta tecnologia (microeletrônica, telecomunicações, etc).
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Segundo declaração do ministro Aloizio Mercadante, na época ministro da Ciência e Tecnologia, no programa semanal de rádio – “Café com o Ministro”, da NBR, enquanto o Brasil forma um engenheiro em 50 formados, o México forma 1 em 20 e a Coreia do Sul e o Japão, 1 em 4.
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A ausência de engenheiros se mostra como uma séria ameaça ao desenvolvimento e à autonomia tecnológica do país. Para acompanhar o atual crescimento, e para garantir autosuficiência do país no desenvolvimento de suas próprias soluções, seria necessário mais que o dobro desse número. “No mínimo uns 70 mil engenheiros por ano. Se você compara com a Rússia, que tem uma formação em torno de 120 mil engenheiros por ano, ou a Índia, que tem 190 mil engenheiros por ano, os números do Brasil são muito baixos”, compara o professor da COPPE/UFRJ, Aquilino Senra.
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Esse tema vem sendo discutido com grande ênfase e, no início de 2011, em reunião entre o Conselho Federal de Engenharia, Arquitetura e Agronomia (CONFEA) e o Ministério da Educação [CONFEA,2011], mostrou-se clara a defasagem na formação profissional de engenheiros no Brasil. Presente na reunião, o presidente da Coordenação de Aperfeiçoamento de Pessoal de Nível Superior (Capes), Jorge Almeida Guimarães, resumiu o problema colocando que a qualidade dos cursos no país é muito boa e que o problema é realmente quantitativo, ou seja, há necessidade de aumentar o número de profissionais formados. Além disso, destacou a necessidade de incentivar as ciências exatas desde cedo, desde o ensino fundamental. O presidente do Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico (CNPq), Glaucius Oliva, complementou a discussão, colocando que “por um tempo a Engenharia ficou dirimida da visão estratégica, mas agora estamos vendo que é essencial”.
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Também é o Presidente do CONFEA que informa que, dado o crescimento econômico do país, há atualmente uma “fila de espera” para a entrada de profissionais de engenharia no Brasil, das mais diferentes nacionalidades. No Sistema CONFEA o número de pedidos de registro de profissionais diplomados no exterior triplicou em 2010 [MELO, 2011]. Estamos “importando” profissionais de engenharia.
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Cabe destacar que no atual cenário da era da informação, vivemos numa sociedade cada vez mais dependente da energia elétrica. Raros são os equipamentos, dispositivos, veículos, instalações, etc, que não utilizam sistemas elétricos e eletrônicos em seus circuitos de alimentação, e/ou controle, e/ou monitoração, e/ou interface com o usuário, etc. Somado a isto, o avanço expressivo das telecomunicações, nas últimas décadas, criaram um mercado pelos profissionais habilitados a projetar, desenvolver, especificar, instalar e acompanhar estes sistemas elétricos e eletrônicos, como nunca antes visto.
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Em decorrência disto, a Engenharia Elétrica é uma das áreas com mais vasto espectro de atuação, maior potencial de crescimento, e com decorrente déficit histórico no número de profissionais capacitados, disponíveis para as vagas que se formam, diariamente. Inúmeras são as pesquisas comprovando que a carreira de engenheiro vem sendo a mais valorizada pelo mercado, tendo em vista o crescimento do país nos últimos anos e a relação direta que existe entre inovação, expansão industrial e avanços tecnológicos e o número de engenheiros formados, ao mesmo tempo em que as faculdades não têm conseguido fornecer o número de engenheiros que o mercado demanda. Na área de engenharia elétrica, em particular, este déficit é ainda maior.
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Segundo um estudo da empresa de consultoria Michael Page, de julho de 2013, nada mais, nada menos que 37% dos postos de trabalho ofertados no país atualmente são voltados para profissionais da engenharia. O mesmo ocorre nos demais países do Mercosul e América Latina, como Argentina, Chile e Colômbia.
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Uma outra pesquisa salarial realizada pela agência de empregos Catho, em abril de 2014, na região de Joinville, confirma a valorização dos cargos ligados às engenharias. Na lista dos 15 salários mais altos na cidade, sete pertencem a funções com este perfil, incluindo os três primeiros lugares.  Destes, o maior salário final seria, exatamente, o do engenheiro eletricista/eletrônico.
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Por fim, estudos de 2012, 2013 e 2014 da consultoria Manpower Group revelaram que o Brasil é o segundo país com maior dificuldade em preencher vagas nas empresas. Quase 70% dos empresários enfrentam esse problema - o dobro da média global de 35%. Por estes estudos, a sexta profissão com maior demanda não preenchida, no cenário nacional, e a segunda, no cenário global, é a de engenheiro. Cabe recapitular aqui que segundo dados da Organização para a Cooperação e Desenvolvimento Econômico (OCDE), no Brasil, só 5% dos egressos de cursos superiores provêm de engenharias, em contraste com os 19% do Japão, 25% da Coréia e 18% da Rússia.
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Como já foi citado, não faltam estudos mostrando o que se chama de “apagão tecnológico” no Brasil e no mundo, em função da oferta insuficiente de novos engenheiros, face ao crescimento acelerado das indústrias, em decorrência dos avanços tecnológicos e inovações desta era.
  
A cidade de Florianópolis conta atualmente com aproximadamente 550 empresas no setor de TIC. Isto demonstra o potencial de absorção de recursos humanos formados na região. Entretanto, a região vem sofrendo com a falta de mão-de-obra qualificada para o setor como mostra o estudo realizado pela ACATE e PMF. O setor de TIC tem um conjunto de características específicas que o diferencia dos demais ramos de atividade, não só pelo caráter científico desse setor, mas também por sua enorme flexibilidade, que faz com que seja transversal a um grande leque de atividades. O problema do setor está associado principalmente à necessidade de elevada qualificação de pessoal em comparação com outros setores.
 
  
A falta de mão-de-obra qualificada para suprir o setor tecnológico pode gerar prejuízos para as empresas e para a própria sociedade. Nos últimos quatro anos a defasagem de profissionais só tem crescido. Projeções apontam que o déficit brasileiro de trabalhadores em 2013 será de 71 mil; em 2020, a demanda interna pedirá outros 450 mil profissionais.
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===Análise de Demanda===
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No município de Itajaí e na região da AMFRI, conforme já contextualizado anteriormente, existe uma ampla oferta de cursos de nível técnico, além da demanda, inclusive. Segundo a “Síntese Informativa da Microrregião de Itajaí” [IFSC 2013], que aponta os dados do Censo da educação superior do MEC, em 2012, a região já possuía ao todo a oferta de 85 cursos técnicos distintos. Somente na área específica de eletroeletrônica, pode-se identificar sete cursos técnicos ofertados pelo IFSC e SENAI/Itajaí, nas modalidades concomitante e subsequente. Com a entrada do Pronatec na matriz de cursos profissionalizantes da microrregião em 2014, este número de vagas em educação profissional foi ainda mais ampliado, substancialmente.
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Em outro extremo, tem-se a oferta insuficiente de cursos superiores na região, por parte das instituições de ensino superior (IES), conforme será amplamente discutido na sequência. Para tanto, a tabela 4.1 ilustra os dados obtidos no senso da educação superior (MEC 2012) no tocante a este segmento da educação na microrregião de Itajaí.
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Tabela 4.1 – Instituições de Ensino Superior atuantes (número de matrículas), MEC 2012
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É possível observar que na microrregião de Itajaí atuam aproximadamente 28 faculdades, com um total de 25.507 alunos matriculados, nos mais variados cursos e áreas. Isto é, apenas 4% da população da região estão cursando alguma formação acadêmica superior, número este, muito abaixo da média nacional que está em 10%. Além disto, vale destacar que uma considerável parte dos alunos da região, matriculados em IES, na verdade, precisa deixar a região da AMFRI para buscar a educação superior em outras localidades como Florianópolis, Blumenau, ou até mesmo outros estados, como nas matrículas da Universidade Federal de Santa Catarina (143), da Fundação Universidade do Estado de Santa Catarina (211), da Universidade Castelo Branco (217), da Universidade do Norte do Paraná (69), dentre outras.
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Cabe destacar aqui, que os dados do Censo da Educação Superior (MEC) revelam ainda uma grande desigualdade entre a oferta de vagas públicas e privadas na região. Observa-se que do total de alunos matriculados em todas as IES atuantes na região da AMFRI, apenas 645 (2,5%) frequentam cursos gratuitos oferecidos por instituições públicas, enquanto a grande maioria dos graduandos 24.862 (97,5%) estão matriculados em faculdades privadas.
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No que tange a área das engenharias, destaca-se ainda que apenas 3 destas instituições ofertam as 360 vagas anuais disponíveis em cursos de engenharia:
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• Univali – Engenharias Ambiental e Sanitária, Civil, da Computação, de Produção, Mecânica e Química;
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• IFES – Instituto Cenecista Fayal de Ensino Superior - Engs. Civil e de Produção;
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• CESFI – Centro de Educação Superior da Foz do Itajaí/UDESC - com o curso de Engenharia de Petróleo, em Balneário Camboriú, que oferta as únicas 40 vagas públicas e gratuitas de toda a região.
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No Instituto Federal Catarinense (IFC), Campus Camboriú, apenas são ofertados os cursos de Bacharelado em Sistemas de Informação e Tecnólogos em Sistemas para Internet e Negócios Imobiliários. Nenhum curso de engenharia ou afim, portanto.
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Além disto, destaca-se que não existe sequer uma única vaga em instituição pública para cursos de engenharia ou tecnólogo, em todo município de Itajaí!
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Em síntese, são ofertadas atualmente apenas 40 vagas anuais para cursos de engenharia em IES públicas, lotadas na microrregião da AMFRI, em contraste com as também insuficientes 320 vagas ofertadas pelas IES privadas, para um universo de 6.210 egressos do Ensino Médio, por ano. Além disto, nenhum destes cursos se dá na area de engenharia elétrica/eletrônica, ou afim, para atender toda a região dos 12 municípios.
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Assim, na região da AMFRI e no município de Itajaí, o percentual de egressos de cursos de engenharia estaria beirando os 5% (dividindo-se o número de alunos matriculados no último ano do ensino médio na AMFRI, pelo número estimado de vagas em cursos de engenharia). Ao considerar-se ainda os engenheiros egressos de IES públicas, como o IFSC, IFC e UDESC, este percentual cairia para praticamente zero, em uma região geográfica notadamente marcada pela produção industrial, pela enorme volume de emissão de notas de responsabilidade técnica, na proximidade dos parques industriais e tecnológicos de Jaraguá do Sul, Blumenau e Joinville e onde se localizam dois dos maiores portos operantes da América Latina.
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Sabe-se que o desenvolvimento socioeconômico de um país está intimamente atrelado à formação profissional de seus cidadãos. O desenvolvimento tecnológico de um país está vinculado diretamente ao número de engenheiros que este país é capaz de formar. Com os avanços tecnológicos mundiais em níveis acelerados, como nunca antes ocorrido, o Brasil tem que optar por acompanhar estes avanços, ou tornar-se um mero comprador de tecnologias produzidas em outros países. A seção seguinte, reflete a argumentação aqui destacada, e discute a justificativa do presente curso de Engenharia Elétrica
  
No ano de 2006 o IBGE realizou um estudo titulado “O Setor da Tecnologia da Informação e Comunicação no Brasil 2003 – 2006” (IBGE, 2009) mostra a evolução do setor de TIC no Brasil neste período. O setor de Tecnologia da Informação e Comunicação - TIC brasileiro era formado, no ano de 2006, por 65.754 empresas que ocupavam 673.024 pessoas, sendo que, entre 2003 e 2006, registrou-se um aumento de 18,3% no número de empresas e de 40,7% no de pessoas ocupadas. O faturamento líquido atingiu, em 2006, R$ 205,9 bilhões e o somatório do valor adicionado com o valor da transformação industrial, R$ 82,1 bilhões, o que mostra crescimento de 47,4% e 38,1%, respectivamente, entre 2003 e 2006. Em 2006, as atividades do setor TIC estavam concentradas na Região Sudeste no que se refere ao pessoal ocupado (65,6%) e ao valor adicionado/valor da transformação industrial (64,4%). Em segundo, porém com participação bem inferior à do Sudeste, aparece a Região Sul, com 13,2% do pessoal ocupado e 11,6% do valor adicionado/valor da transformação industrial.
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Dessa forma, com base na argumentação apresentada nas seções supracitadas, referentes a análise de demanda e justificativa, a presente oferta do Curso de Bacharel em Engenharia Elétrica no IFSC, Campus Itajaí, é sintetizada pelos fatores elencados a seguir, considerando:
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i. Que o Plano de Oferta de Cursos e Vagas, do atual Plano de Desenvolvimento Institucional PDI (2014-2018), prevê a oferta de 80 vagas anuais na área de Engenharia Elétrica, pelo Campus Itajaí. Este plano foi amplamente discutido pela comunidade do campus, tendo em vista o perfil da instituição e demandas da região;
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ii. A possibilidade de verticalização da Área de Eletroeletrônica no Campus, já que atualmente está implantado no Campus Itajaí o Curso Técnico Subsequente em Eletroeletrônica, e da realização de cursos FICs nesta mesma área. Desta forma, seriam aproveitados os laboratórios existentes e o corpo docente que atua no Curso, existindo, pois, a adequação do curso de Bacharel em Engenharia Elétrica ao perfil do corpo docente atual. De acordo com o Decreto nº 5.154/94, Art. 3º, os cursos nos campi do IFSC “poderão ser ofertados segundo itinerários formativos, objetivando o desenvolvimento de aptidões para a vida produtiva e social”. De acordo com o mesmo Decreto, Art. 3º, § 1º, “considera-se itinerário formativo o conjunto de etapas que compõem a organização da educação profissional em uma determinada área, possibilitando o aproveitamento contínuo e articulado dos estudos”.
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iii. Que na região de Itajaí e AMFRI não existe a oferta do Curso de Engenharia Elétrica em qualquer IES.
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iv. Que a oferta de cursos em IES gratuitas/públicas é muito defasada na região.
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v. Que a oferta de um Curso de Engenharia visa contribuir com a sociedade, minimizando a carência de profissionais da área de engenharia no Brasil, o chamado “Apagão tecnológico”, conforme aponta o próprio Projeto Pedagógico Institucional (PDI) do IFSC, em seu capítulo 3.3.2.
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vi. Que a existência de um curso de engenharia no Campus Itajaí possibilitaria também o desenvolvimento de senso crítica, no sentido das ofertas futuras de cursos de pós-graduação, nas modalidades lato-sensu e stricto-sensu, pelo Campus Itajaí, conforme preconiza a Lei a criação dos Institutos Federais (inciso VI, artigo 7o., da lei 11.892/2008), que coloca a oferta de cursos de especialização, mestrado e doutorado como objetivos da criação dos IFs.
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vii. Que a mesma lei 11.892 faculta aos institutos federais que ofertem 30% do seu quadro de vagas em cursos de tecnologia, bacharelado e pós-graduação. Tendo-se em vista que nenhum destes cursos é ofertado pelo Campus Itajaí, até o presente, e que o bacharelado em Engenharia Elétrica seria a modalidade que melhor se adequa ao perfil do corpo docente do campus e às demandas do mercado da microrregião.
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viii. Que os perfis de formação do aluno e do docente de um curso de engenharia estão inerentemente ligados ao desenvolvimento ativo da pesquisa e da extensão, possibilitando fomentar, fortalecer e consolidar estas atividades no Campus e na região, por consequência.
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ix. A aderência do curso de Bacharel em Engenharia Elétrica às demandas regionais.
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x. Que o Projeto Pedagógico de Curso de Engenharia Elétrica para o Campus Itajaí do IFSC foi pensado, totalmente concebido, dentro da diretriz de harmonização curricular, com relação às demais engenharias ofertadas pelo sistema IFSC, respeitando-se, obviamente, a identidade da região que o Campus Itajaí atende.
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xi. Que a oferta de cursos superiores por Instituições Federais de Ensino é extremamente insuficiente, diante da demanda que se apresenta na microrregião de Itajaí.
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xii. A posição geográfica favorável da região, em especial a da cidade de Itajaí, pela sua proximidade com a BR–101 e portos de Itajaí, Navegantes e São Francisco do Sul.
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xiii. O fato do Instituto Federal de Santa Catarina consolidar-se cada vez mais como uma agência formadora de recursos humanos na área tecnológica.
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xiv. Que existe uma demanda reprimida de 27,06% da população de Itajaí (42.635 habitantes), e de 25,14% na AMFRI (123.437 habitantes), de indivíduos que possuem o ensino médio completo, mas não cursaram, ou não concluíram, curso superior (Tabela 4.2).
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Tabela 4.2 – Nível de instrução na Microrregião de Itajaí
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Portanto, torna-se evidente que o curso de Bacharel em Engenharia Elétrica se faz necessário para a região, bem como para o Estado de Santa Catarina, uma vez que propõe formar profissionais qualificados na área e que tenham, além de uma preocupação socioambiental, a capacidade de criar soluções tecnológicas, garantindo a diversificação da base econômica, seja nas cadeias de produção industrial ou em áreas de tecnologia de ponta.
  
O indicador salário médio mensal mostra que o setor TIC apresentou uma queda real de 1,6%, entre 2003 e 2006, nos salários pagos, contudo, é interessante observar que, mesmo com essa queda, em 2006o salário médio mensal pago pelo setor TIC (R$ 2.025,18) é bastante superior àquele da economia geral (R$ 937,48). O valor adicionado/valor da transformação industrial do setor TIC atingiu o montante de R$ 82,1 bilhões em 2006, mostrando crescimento nominal de 38,1% em relação a 2003 (R$ 59,4 bilhões), sendo distribuído da seguinte forma entre os setores econômicos: 74,4% nos serviços, 22,9% na indústria, e 2,6% no comércio.
 
 
O segmento de telecomunicações pode ser considerado um dos mais intensivos em tecnologia e se caracteriza por apresentar uma linha diversificada de produtos e serviços de elevado valor adicionado. Os serviços de telecomunicações por fio são os mais representativos, respondendo, em 2006, por 50,7% da receita operacional líquida. Esses serviços, contudo, vêm apresentando perdas de participação, uma vez que, em 2003, respondiam por 60,3% da receita. Dessa forma, a estrutura das telecomunicações vem se alterando no período de 2003 a 2006, no qual as telecomunicações sem fio vêm apresentando ganhos expressivos de participação, passando de 34,1%, em 2003, para 43,2%, em 2006. Esses ganhos resultantes da telefonia celular decorrem da crescente oferta de produtos e serviços mais sofisticados em termos tecnológicos, com destaque para aparelhos de telefonia celular dotados de câmaras digitais, MP3 e acesso à Internet. Essas novas ferramentas tecnológicas acompanham uma tendência das empresas de fornecerem serviços diversificados em um único aparelho, que passa a configurar-se como um facilitador para o atendimento de demandas de comunicação dos usuários.
 
 
O estudo do IBGE que analisou o mercado de TIC entre 2003 e 2006 mostrou a tendência de crescimento deste setor, tanto do ponto de vista da quantidade de empresas, quantidade de oferta de postos de trabalho, faturamento e valor adicionado / valor da transformação industrial. Também fica evidenciado a concentração desta indústria na região Sudeste, onde também se concentram a maioria dos cursos na área de TIC. Mas mostra que a contribuição da região Sul também é relevante e esta tem uma baixa concentração de cursos de TIC, resultando em uma escassez de profissionais qualificados para atuar neste setor.
 
 
O Mapeamento da Cadeia de Tecnologia da Informação e Comunicação, desenvolvido pelo Instituto Euvaldo Lodi, indica que, comparando o setor de TIC com outros setores industriais, é possível observar que aquele emprega poucas pessoas com baixa qualificação, evidenciando mais uma vez, que a capacitação dos profissionais da área é uma importante estratégia para suprir as necessidades apresentadas pelo setor que não para de crescer.
 
Mesmo considerando as dificuldades para contratação de profissionais com o perfil requerido e indicando muitas vezes problemas com a qualidade dos profissionais contratados, o documento desenvolvido pela SOFTEX, Software e Serviços de TI – tecnologia da informação (IBGE, 2009) permite identificar que as empresas de Santa Catarina ainda acenam com perspectiva de crescimento da sua força de trabalho em TI. Segundo as informações do estudo, em três anos, quase 30% das pesquisadas planejam ampliar o seu quadro de pessoal em 25%; para 30,7% delas, a expansão será de 25 a 50%; expressivos 37,2% prevêem crescimento superior a 50%.
 
 
Constatações feitas por filiadas ao Sistema SOFTEX e entidades do setor de TIC dão conta que: o setor requer profissionais de TI com alto nível de instrução; percebe-se a falta do profissional com o perfil desejado no mercado; há vagas em aberto; planeja-se ampliar a força de trabalho em curto prazo.
 
 
O estudo realizado pela ACATE e PMF (CORAL et al, 2009) indica que atualmente o setor de TIC está precisando de 200 profissionais analistas/projetistas, 54 coordenadores/gerentes e 142 programadores/desenvolvedores. Ampliando para os próximos 4 anos estas necessidades saltam para 974, 286 e 476 profissionais, respectivamente. Estas vagas demonstram que no perfil desejado para o profissional da área é com um maior nível de formação, tal como em cursos de bacharelado e pós-graduações. No entanto, as vagas ofertadas mostram que são fortemente desejáveis neste perfil características que facilitem e propiciem o desenvolvimento de tecnologias novas.
 
 
Analisando as necessidades que o mercado local da Grande Florianópolis necessita, onde se localiza o IF- SC Campus São José, sabendo da escassez de cursos de Engenharia de Telecomunicações no Sul do Brasil e que o quadro de engenheiros que atua nessa área são oriundos dos cursos de engenharia elétrica, eletrônica, ou mesmo computação, para os quais a formação mais específica acaba sendo adquirida nas próprias empresas do setor, o IF-SC vem propor a criação deste curso que contribuirá para atender esta demanda de profissionais na região. A região Sul conta atualmente com apenas 8 cursos de ensino superior na área de Telecomunicações em atividade, sendo destes apenas 3 são de engenharia, divididos em um para cada estado. Dos cursos de Engenharia de Telecomunicações presentes na região Sul nenhum é gratuito.
 
 
Florianópolis tem cada vez mais se destacado no setor de TIC, atualmente é titulada por sua prefeitura municipal como a Capital da Inovação. De forma que para atender um setor que busca um forte crescimento, é imprescindível que ocorra a inclusão de um curso que possibilite ter profissionais ainda mais qualificados e dinâmicos para atender as necessidades de crescimento do setor. Este importante passo que o IF-SC dará, é uma contribuição fundamental para o sucesso das empresas e fortalecimento da região como uma referência nacional no setor de TIC.
 
 
De acordo com os dados do Censo de 2010, a população brasileira que era de 190.755.799 habitantes, o que representa um crescimento de 12,3%,em relação ao número de habitantes (169.799.170) do censo de 2000 (IBGE, 2011). A distribuição dessa população entre as diferentes faixas etárias indica a tendência do envelhecimento da população com um grande aumento na população entre 18 e 30 anos.
 
 
Dessa população total brasileira, o universo dos possíveis candidatos ao curso de Engenharia de Telecomunicações é composto pelos alunos que já concluíram o ensino médio. De acordo com os dados do MEC/INEP (MEC, 2009c), no ano de 2009 existiam 8.337.160 de alunos matriculados no ensino médio sendo 2.218.830 alunos na 3ª série. No estado de Santa Catarina eram 244.167 matriculados no ensino médio, sendo 67.637 cursando a 3ª série. Em 2009, 1.797.434 alunos concluíram o ensino médio, sendo 247.073 na região Sul e 58.240 em Santa Catarina. Dentre o universo de alunos que já concluíram (ou irão concluir neste ano) o ensino médio encontram-se os estudantes que se inscreveram no ENEM 2011 (MEC, 2011d). o todo no Brasil 6.221.697 estudantes inscreveram-se para as provas a região Sul apresentou 780.802 inscritos. Infelizmente não estão dados individualizados para Santa Catarina.
 
 
Também segundo dados do MEC/INEP no ano de 2009 (MEC, 2011e) havia no Brasil um total de 2.314 IES, sendo que 839 eram localizadas nas capitais e 1475 no interior. Destas, 245 são instituições públicas federais – 94, estaduais – 84 e municipais – 67. No estado de Santa Catarina são 96 IES, com 80 delas no interior do estado. O número total de docentes atuando na educação superior brasileira era de 359.0889, dos quais 91,3% possuíam algum tipo de pós-graduação, e 25,9% com doutorado. No ensino público federal existiam 131.302 docentes atuando no ensino superior dos quais 50,6% possuíam doutorado. No estado de Santa Catarina, 16.476 docentes atuam nas IES, sendo que o percentual com doutorado nas instituições públicas federais era de 65,5%. A meta 13 do PNE 2011-2020 prevê a elevação da a qualidade da educação superior pela ampliação da atuação de mestres e doutores nas instituições de educação superior para 75% sendo, do total, 35% doutores (MEC, 2011a). No ano de 2009 eram oferecidos 27.827 cursos de graduação presencial nas IES em todo o Brasil, com 1336 no estado de Santa Catarina (MEC, 2011e). Do número total de cursos a grande maioria é ofertada nas áreas de Ciências Sociais, Negócios e Direito (31,4%) e Educação (22,8%), sendo apenas 9,8% dos cursos na área de Engenharia, Produção e Construção. Considerando apenas os Institutos Federais e CEFETs, que oferecem 79,1% dos seus cursos no grau acadêmico de Tecnólogo, a situação da área de Engenharia, Produção e Construção é um pouco melhor, correspondendo a 33% de um total de 485 cursos.
 
 
O número de vagas oferecidas no ano de 2009 foi de 3.164.679, sendo preenchidas apenas 1.511.388 apesar de um procura média de 2 candidatos por vaga (MEC, 2011e). A distorção da educação brasileira se mostra mais visível quando analisado o percentual de vagas nas áreas de Ciências Sociais, Negócios e Direito (40,7,4%) e Educação (16,5%). Para a área de Engenharia, Produção e Construção foram ofertadas 322.200 (10,2%) vagas sendo que apenas 4807 (0,2% das vagas do sistema de educação superior brasileiro) eram para Engenharia de Telecomunicações. Os dados de 2011 do e-MEC (MEC, 2011d), indicam que nesta área são oferecidas anualmente 4181 vagas novas, divididas as regiões: Sul - 265, Sudeste - 2826, Nordeste – 500, Centro Oeste - 100 e Norte – 490. Dessas apenas 10,2% são no ensino público e gratuito.
 
  
 
===Objetivos do Curso===
 
===Objetivos do Curso===
O objetivo do curso é formar Engenheiros de Telecomunicações para atuar no promissor mercado de telecomunicações de Santa Catarina e do Sul do Brasil, o qual concentra um grande número de empresas provedoras de serviços, indústrias de equipamentos e desenvolvedores de soluções tecnológicas integradas para a área de tecnologia da informação e comunicação.
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São objetivos da presente proposta de curso de Engenharia Elétrica:
 
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• prover oportunidades de crescimento pessoal e profissional à população atendida pelo Campus Itajaí;
O curso de Engenharia de Telecomunicações pretende contribuir para a verticalização da formação profissional na área de telecomunicações oferecida pelo IF-SC. Em termos de ofertas, o IF-SC oferece Curso Técnico Integrado ao Ensino Médio de Telecomunicações, voltado a formação de jovens, integrando a formação geral à formação profissional. O IF-SC também oferece no período noturno o Curso Técnico Subsequente de Telecomunicações, voltado a formação de jovens e adultos para a área de telecomunicações. Esta é uma formação que procura atender a demanda por certificação e especialização de profissionais que já atuam na área técnica de telecomunicações, bem como capacitar trabalhadores para ingresso no mundo do trabalho nesta área tecnológica. Esta oferta de curso tem um papel social importante, abrindo novas perspectivas para atuação profissional para os egressos. Atualmente o IF-SC também oferta o Curso Superior de Tecnologia em Sistemas de Telecomunicações, que embora proporcione um bom nível de formação, ainda deixa algumas lacunas na área de desenvolvimento de tecnologias e implementação de sistemas de telecomunicações.
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formar profissionais que se caracterizem pelo perfil de conclusão proposto;
 
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• contribuir para uma formação completa, que transcenda o viés apenas técnico/econômico, com forte consciência de seu papel ético, humanístico e social, avaliando permanentemente os impactos do emprego das tecnologias desenvolvidas na vida das pessoas e na sustentabilidade dos recursos naturais;
A Engenharia de Telecomunicações mantém esta cadeia de formação e busca preencher as lacunas não cobertas pelo atual CST de Sistemas de Telecomunicações, tendo como objetivos na formação: desenvolver a capacidade de atuação do egresso no planejamento, inovação, desenvolvimento, projeto, implementação, operação e manutenção de sistemas de telecomunicações. Estas capacidades foram estabelecidas a partir da definição do perfil do egresso da Engenharia de Telecomunicações do IF-SC.
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• abordar a Engenharia Elétrica a partir de um currículo com uma nova perspectiva de ensino aprendizagem, pautada pelas diretrizes dos Institutos Federais, pela integração entre as diferentes áreas do conhecimento e pela existência de projetos e atividades integradoras de conhecimento;
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• desenvolver a pesquisa e a extensão nos eixos profissionais do curso;
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• atrair, ainda mais, a atenção da comunidade regional para o Instituto Federal de Santa Catarina e seu Campus situado em Itajaí;
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• corresponder à demanda considerável reivindicada, de forma crescente, pelos atuais e futuros profissionais egressos, bem como à expectativa da comunidade com relação ao curso.
  
 
==Perfil Profissional do Egresso==
 
==Perfil Profissional do Egresso==
O engenheiro de Telecomunicações formado pelo IF-SC deve ser capaz de atuar prontamente no arranjo produtivo e de serviços da região, não somente preenchendo as necessidades atuais do setor, mas exercendo o papel de agente empreendedor e transformador da sociedade. Neste sentido, o engenheiro deve ser capaz de criar novos negócios e, por consequência, gerar indiretamente novas oportunidades para outros setores, contribuindo para o desenvolvimento sustentável da região. Entretanto, ele deve ser consciente de que as ações resultantes de seu trabalho devem garantir o bem estar das gerações futuras e por isso zelar pelo desenvolvimento de projetos ecologicamente corretos e por ações que não priorizem o ganho material e de capital em detrimento ao ser humano e a natureza, e o individual sobre o coletivo.
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O curso de Engenharia Elétrica do Campus Itajaí aqui proposto aborda um amplo conjunto de conhecimentos, habilidades e competências, dentro das diversas áreas da Engenharia Elétrica.
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O objetivo é formar o profissional generalista, com habilitação plena, que seja capaz de contribuir com os diversos ramos de atividade da engenharia elétrica, e de atuar num cenário globalizado e em constantes transformações, sem estar particularmente focado em uma subárea, especificamente.
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O curso foi construído com base e atende plenamente as cargas horárias, conteúdos, disciplinas, habilidades, competências, preconizados nas leis 5.194/66, decisão normativa CONFEA 57/1995, resolução CNE/CES 11/2002 e no documento de Construção dos Referenciais Nacionais dos cursos de Graduação – bacharelados e licenciaturas Engenharias, que estabelecem uma formação bastante focada no setor de energia elétrica. Este projeto, porém, em seus aspectos curricular e metodológico, também propiciará uma formação e qualificação flexíveis, multidisciplinares e com abordagem ampla, com atenção também ao projeto e desenvolvimento de sistemas eletrônicos, sistemas digitais e computacionais, sistemas industriais, controle e automação de processos, telecomunicações, de engenharia biomédica, bem como, de gestão e administração de projetos, empreendedorismo, ciências exatas e humanas.
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É importante salientar que o curso de Bacharel em Engenharia Elétrica deve oferecer ao aluno, além do conhecimento técnico-científico, o desenvolvimento de uma consciência crítica, de um pensamento autônomo e interdisciplinar, de empreendedorismo, de pró-atividade, bem como capacitar o futuro profissional ao trabalho em equipe e voltado à comunicação. Procura-se incentivar a atuação consciente, o pensar e agir antecipadamente com confiança e criatividade, despertando o futuro profissional às relações e responsabilidades sociais, ambientais e de sustentabilidade.
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O Conselho Nacional de Educação, por meio da Câmara de Educação Superior, instituiu Diretrizes Curriculares dos Cursos de Engenharia através de sua Resolução CNE/CES N° 11 de 11 de março de 2002. O Artigo 4° deste documento trata das mínimas habilidades e competência que deve ter um profissional em engenharia:
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i. aplicar conhecimentos matemáticos, científicos, tecnológicos e instrumentais à engenharia;
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ii. projetar e conduzir experimentos e interpretar resultados;
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iii. conceber, projetar e analisar sistemas, produtos e processos;
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iv. planejar, supervisionar, elaborar e coordenar projetos e serviços de engenharia;
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v. identificar, formular e resolver problemas de engenharia;
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vi. desenvolver e/ou utilizar novas ferramentas e técnicas;
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vii. supervisionar a operação e a manutenção de sistemas;
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viii. avaliar criticamente a operação e a manutenção de sistemas;
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ix. comunicar-se eficientemente nas formas escrita, oral e gráfica;
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x. atuar em equipes multidisciplinares;
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xi. compreender e aplicar a ética e responsabilidade profissionais;
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xii. avaliar o impacto das atividades da engenharia no contexto social e ambiental;
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xiii. avaliar a viabilidade econômica de projetos de engenharia;
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xiv. assumir a postura de permanente busca de atualização profissional.
  
Uma visão de consenso dos proponentes do curso sobre o perfil do profissional é a de que o nosso país não deve ser um mero reprodutor de tecnologias, mas ter a capacidade de criar novas tecnologias e produtos sendo capaz de se igualar a outros países desenvolvidos em termos de número de patentes e registros de inovações. Neste sentido a formação do egresso da Engenharia de Telecomunicações tem como “competência central” o Projeto e Implementação de Sistemas de Telecomunicações, envolvendo software, hardware e processamento de sinais, mas ao mesmo tempo mantendo um viés horizontal de formação, de forma a ampliar as possibilidades de colocação do profissional. Um fator que contribuirá de forma significativa para a formação plena do egresso é a inserção dos alunos em projetos de pesquisa e desenvolvimento, os quais são realizados frequentemente pelos professores do grupo com o objetivo de integrar as atividades de ensino, pesquisa e a extensão.
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Para complementar a formação, o Curso procura desenvolver competências/habilidades específicas às áreas de atuação do profissional em engenharia elétrica (até o momento observadas como generalista, ou seja atuando em todas as habilitações designadas nos Art. 8º e Art. 9º da resolução no. 218 do CONFEA), quais sejam, entre outras:
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i. geração, conversão, transmissão, distribuição, proteção e conservação de energia elétrica;
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ii. projeto, execução, montagem e manutenção de equipamentos, instalações e redes elétricas;
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iii. eletrônica analógica, digital e de potência;
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iv. instrumentação, automação e controle de sistemas;
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v. processamento de sinais, imagens e sistemas de visão;
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vi. redes digitais e sistemas de comunicação
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vii. microcontroladores e microprocessadores.
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De modo geral, nas engenharias as transformações científicas e tecnológicas ocorrem com rapidez. Desta forma, o engenheiro deve possuir a capacidade de acompanhar essas transformações, buscar, selecionar e interpretar informações de modo a resolver problemas concretos da sua área de atuação, além de adaptar-se às novas situações encontradas no ambiente de trabalho [IFSC, 2012].
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Ainda segundo as Diretrizes Curriculares Nacionais do Curso de Graduação em Engenharia (em seu art. 3º) sobre o perfil do egresso: “O Curso de Graduação em Engenharia tem como perfil do formando egresso/profissional o engenheiro, com formação generalista, humanista, crítica e reflexiva, capacitado a absorver e desenvolver novas tecnologias, estimulando a sua atuação crítica e criativa na identificação e resolução de problemas, considerando seus aspectos políticos, econômicos, sociais, ambientais e culturais, com visão ética e humanística, em atendimento às demandas da sociedade".
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Segundo [NASCIMENTO, 2008], o engenheiro competente, além de um sólido conhecimento das áreas específicas de seu ramo de atuação, deve ter uma formação generalista, de forma a poder resolver os problemas que lhe são apresentados, sendo capaz de propor soluções com autonomia e originalidade.
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Neste contexto, além das competências citadas anteriormente para o perfil do egresso do curso de Engenharia, somam-se inúmeros aspectos sociais, éticos, políticos e ambientais. Esses aspectos são agregados ao conhecimento técnico como eixos transversais que perpassam toda a matriz curricular.
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Tal argumento pode ser constatado não somente em casos pontuais como nas unidades curriculares de “Engenharia e Sustentabilidade” e “Empreendedorismo”, mas em toda a matriz do curso. É o caso das competências e/ou habilidades ligadas às responsabilidades legais do exercício da profissão com relação aos profissionais e a sociedade, análise das questões de eficiência energética, impactos ambientais associados aos processos de produção e utilização de tecnologia, formas corretas de descarte dos resíduos e lixo eletrônico, uso sustentável das fontes de energia, técnicas de relacionamento interpessoal e hierárquico, gestão de equipes, efeitos nocivos à saúde de profissionais e usuários de tecnologia, etc. Esses e outros aspectos podem ser encontrados, formalmente explicitados, em várias unidades curriculares do curso de Engenharia Elétrica.
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===Competências Finais===
  
Para fins didáticos, o perfil do egresso da Engenharia de Telecomunicações foi dividido em dois componentes: um perfil de formação geral e um perfil técnico específico. O perfil de formação geral procura articular as recomendações apontadas pelos MEC (MEC, 2009a) com aquelas sistematizadas a partir de um seminário realizado com as empresas da área de telecomunicações da região da Grande Florianópolis em 10 de junho de 2010. Neste perfil de formação geral destaca-se a capacidade de: (i) trabalhar em equipe, bem como gerenciar processos e pessoas; (ii) articular o desenvolvimento tecnológico e sua relação com as questões humanas, sociais e ambientais; (iii) considerar em suas atividades a ética, a segurança, as regulamentações, a legislação e as questões relativas ao mundo do trabalho; (iv) dialogar com os arranjos produtivos culturais, locais e regionais; (v) e ter uma visão sistêmica dos processos tecnológicos, considerando soluções e projetos integrados.  
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Com sólidos conhecimentos científicos e tecnológicos, o Engenheiro Eletricista tem como competências gerais: projetar, especificar, adaptar, e desenvolver sistemas elétricos e eletroeletrônicos, bem como realizar a integração dos recursos físicos, lógicos e de programação necessários para a execução dessas atividades.
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De modo mais específico, é desejado que o profissional de Engenharia Elétrica adquirisse todas as competências listadas nas unidades curriculares que integralizam o curso em questão.
  
O perfil técnico específico tem como ponto de partida o “Referencial Nacional para Engenharia de Telecomunicações” (MEC, 2009b), o qual estabelece como “capacidade principal” para perfil do egresso do Engenheiro de Telecomunicações atuar no planejamento, projeto, instalação, operação e manutenção de sistemas de telecomunicações. Esta capacidade principal foi detalhada e articulada em função do perfil institucional da área de telecomunicações do IF-SC e em função dos arranjos produtivos locais e regionais, compilados também a partir do seminário realizado em junho de 2010 com as empresas da área de telecomunicações da região da Grande Florianópolis.
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===Áreas de Atuação===
  
Como campo de aplicação, incluso nos Sistemas de Telecomunicações, estão as Redes de Computadores, o Sistema Telefônico e os Enlaces de Rádio frequência, Enlaces Ópticos e Enlaces de Satélite. Nestes sistemas destaca-se a tendência de convergência das tecnologias em torno das redes baseadas em comutação de pacotes, com destaque para os protocolos da arquitetura TCP/IP, a qual tem um papel de destaque na formação a ser desenvolvida no curso.  
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A Engenharia Elétrica é a área que lida e transita pelas subáreas de Sistemas de Energia, Sistemas Eletrônicos, Sistemas de Controle e Automação, Sistemas Biomédicos, Eletrotécnica e Sistemas de Telecomunicações.
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Mais detalhadamente, os Sistemas de Energia compreendem a área da Engenharia Elétrica que responde pela geração, transmissão, transporte, distribuição e comercialização da energia elétrica, bem como atua no projeto, construção e manutenção de usinas de geração de energia elétrica. Os Sistemas Eletrônicos envolvem o projeto, desenvolvimento e implementação de sistemas eletrônicos e/ou de informática, associados aos diversos segmentos tecnológicos de eletrônica analógica, digital e de potência. Na área de Sistemas de Controle e Automação, os engenheiros eletricistas têm por função projetar e aplicar sistemas de automação e controle em linhas de produção industrial, eminentemente. Na Engenharia Biomédica, o engenheiro eletricista realiza tarefas de projeto, desenvolvimento, operação e manutenção de equipamentos médico-hospitalares ou sistemas de informação médicos. Atuando como Eletrotécnico, o engenheiro eletricista está habilitado para projetar, instalar e supervisionar instalações elétricas de baixa, média e alta tensão. Por fim, a área de Telecomunicações emprega engenheiros eletricistas no projeto, desenvolvimento, manutenção e supervisão de sistemas para telecomunicações e redes, antenas, dispositivos e equipamentos para telecomunicações e comunicação de dados, etc. Afora todas estas incumbências, o profissional engenheiro eletricista ainda está habilitado a trabalhar com consultoria, lecionar, prestar serviços eventuais e administrar empresas ligadas aos sistemas eletroeletrônicos e no sistema financeiro.
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Assim, como ocorre com as outras engenharias, mas em um grau ainda maior pela abrangência e relevância da área de atuação, com relação aos avanços tecnológicos em informática e telecomunicações, o engenheiro eletricista tem à sua disposição um vasto mercado de trabalho, o que é reforçado pela grande quantidade de indústrias e empresas prestadoras de serviço, também na região de Itajaí e da AMFRI.
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Nesse panorama, para se atender exigências profissionais de uma sociedade que evolui muito rapidamente, o curso de Bacharel em Engenharia Elétrica deve oferecer ao aluno além do conhecimento técnico-científico, o desenvolvimento de uma consciência crítica, de um pensamento autônomo e interdisciplinar, de empreendedorismo, de pró-atividade, bem como capacitar o futuro profissional ao trabalho em equipe e voltado à comunicação. Procura-se incentivar a atuação consciente, o pensar e agir antecipadamente com confiança e criatividade, despertando o futuro profissional às relações e responsabilidades sociais, ambientais e de sustentabilidade.
  
===Áreas de Atuação===
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===Possíveis postos de trabalho===
Conforme o “Referencial Nacional para Engenharia de Telecomunicações” (MEC, 2009b), o Engenheiro de Telecomunicações é habilitado para trabalhar em empresas de telecomunicações, no desenvolvimento e operação de sistemas de comunicações e com tecnologia da informação; em empresas de Telemática, com técnicas analógicas e digitais; em empresas de telefonia e radiocomunicação fixa e móvel com satélites de comunicação; comunicação multimídia e telecomunicação via cabo ou rádio; com instalações, equipamentos elétricos, eletrônicos, magnéticos e ópticos da Engenharia de Comunicação e de Telecomunicações; e com sistemas de cabeamento estruturado e fibras ópticas; em empresas de radiodifusão de sons e imagens, analógicas e digitais.
 
  
O Engenheiro de Telecomunicações do IF-SC terá como “competência central” o Projeto e Implementação de Sistemas. Com isto o mesmo estará capacitado a atuar nas áreas de desenvolvimento de produtos e sistemas para empresas de telecomunicações e na elaboração de soluções tecnológicas integradas, envolvendo projeto e desenvolvimento de software e hardware, para a área de telecomunicações.
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O curso de Engenharia Elétrica permite ao egresso desempenhar funções dentro da resolução 1010/2005 do CONFEA/CREA na modalidade Elétrica, nos setores de: Eletricidade Aplicada e Equipamentos Eletroeletrônicos; Eletrônica e Comunicação; Programação; Hardware; Informação e Comunicação.
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Deste modo, o Engenheiro Eletricista é habilitado para trabalhar em empresas de automação e controle, no mercado industrial; na fabricação e aplicação de máquinas e equipamentos elétricos e eletrônicos; em áreas que envolvam componentes, com equipamentos e sistemas eletrônicos; com desenvolvimento de softwares para equipamentos; na operação e na manutenção de equipamentos eletrônicos; no desenvolvimento de circuitos digitais e analógicos; com projetos de circuitos eletrônicos específicos e microeletrônicos; no desenvolvimento de instrumentos de medidas; no desenvolvimento de sistemas de controle de processos físicos e químicos; com sistemas de áudio/vídeo e comunicação de dados; com hardware e software de sistemas computacionais e processamento de sinais.
  
===Competências Finais===
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==Forma de Ingresso no Curso==
A Engenharia de Telecomunicações do IF-SC tem como “competência central” o Projeto e Implementação de Sistemas, envolvendo software, hardware e processamento de sinais. Para atender a esse foco de formação, o engenheiro formado terá as competências:
 
*Projetar de forma integrada hardware e software de Sistemas de Telecomunicações, utilizando de metodologias apropriadas;
 
*Utilizar técnicas formais para o projeto, validação e implementação de novos protocolos de comunicação;
 
*Projetar e realizar experimentos para avaliação de desempenho de redes de comunicação;
 
*Projetar e implementar algoritmos específicos para o processamento de sinais no contexto de sistemas de telecomunicações.
 
Como campo de aplicação, incluso nos Sistemas de Telecomunicações, estão as Redes de Computadores, o Sistema Telefônico e os Enlaces de Rádio Frequência, Enlaces Ópticos e Enlaces de Satélite. Nestes sistemas destaca-se a tendência de convergência das tecnologias em torno das redes baseadas em comutação de pacotes, com destaque para os protocolos da arquitetura TCP/IP, a qual tem um papel de destaque na formação a ser desenvolvida no curso.
 
  
==Forma de Acesso ao Curso==
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É pré-requisito para acessar o curso de Engenharia Elétrica a conclusão do ensino médio. A forma de ingresso de alunos no curso se dará por meio de normas estabelecidas em edital pelo órgão do sistema IFSC responsável pelo ingresso e de acordo com as normativas em vigor estabelecidas pelos órgãos competentes do IFSC. Em linhas gerais, a forma de ingresso de alunos no curso se dará de duas formas:
O ingresso ao curso de Engenharia de Telecomunicações far-sede acordo com as normas estabelecidas em edital pelo órgão do sistema IF-SC responsável pelo processo de ingresso.
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1. através de processo regular de ingresso: Atualmente, divididos percentualmente, por meio de Concurso Vestibular e através do Sistema de Seleção Unificada (SiSU) que utiliza a nota do Exame Nacional do Ensino Médio (ENEM).
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2. conforme o Regulamento Didático Pedagógico, por meio de transferências externas e internas, quando houver vagas disponíveis.
  
O número de vagas para o processo de ingresso na Engenharia de Telecomunicações será de 32 vagas por semestre, podendo as mesmas ser redefinidas a cada período letivo, desde que aprovadas no Colegiado Acadêmico do campus.
 
  
 
==Trabalho de Conclusão de Curso==  
 
==Trabalho de Conclusão de Curso==  
O Trabalho de Conclusão de Curso (TCC) é obrigatório no Curso de Engenharia de Telecomunicações e far-se-á de acordo com as normas estabelecidas na Organização Didática do Campus São José do IF-SC e com o Regulamento do Trabalho de Conclusão de Curso da Engenharia de Telecomunicações.
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O TCC tem carga horária de 140h e está organizado em duas disciplinas:
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O Trabalho de Conclusão de Curso (TCC) é obrigatório no Curso de Engenharia Elétrica e será realizado de acordo com as normas estabelecidas no RDP e com o Regulamento do Trabalho de Conclusão de Curso da Engenharia Elétrica do Câmpus Itajaí.
*TCC I, na nona fase do curso, com carga horária de 36 horas;
 
*TCC II, na décima fase do curso, com carga horária de 108 horas, cujo pré-requisito é a aprovação do TCC I.
 
Para matricular-se no TCC I o aluno deverá ter integralizado, no mínimo, 2520 horas do curso e ter o aceite de um professor para orientá-lo no desenvolvimento do TCC.
 
  
 
== Estágio Curricular==
 
== Estágio Curricular==
O Estágio Curricular é obrigatório no Curso de Engenharia de Telecomunicações e far-se-á de acordo com as normas estabelecidas na Organização Didática do Campus São José do IF-SC.
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O Estágio Curricular é obrigatório no Curso de Engenharia Elétrica e será realizado de acordo com as normas estabelecidas no RDP do IF-SC.
 
O Estágio Curricular visa proporcionar ao aluno a vivência no mundo do trabalho, facilitando sua adequação à vida profissional permitindo a integração dos diferentes conceitos vistos ao longo da sua vida escolar. Sua presença no currículo é resultado da forte demanda do mercado. A maioria das empresas da região costuma contratar estagiários para posterior efetivação. O estágio é, portanto, não somente um instrumento para vivência do mundo do trabalho e integração dos conceitos adquiridos durante o curso, mas, efetivamente, uma oportunidade de inserção no mercado de trabalho.
 
O Estágio Curricular visa proporcionar ao aluno a vivência no mundo do trabalho, facilitando sua adequação à vida profissional permitindo a integração dos diferentes conceitos vistos ao longo da sua vida escolar. Sua presença no currículo é resultado da forte demanda do mercado. A maioria das empresas da região costuma contratar estagiários para posterior efetivação. O estágio é, portanto, não somente um instrumento para vivência do mundo do trabalho e integração dos conceitos adquiridos durante o curso, mas, efetivamente, uma oportunidade de inserção no mercado de trabalho.
  
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==Referências Bibliográficas==
 
==Referências Bibliográficas==
#ACATE/PMF. Mapeamento dos Recursos Humanos e Cursos em Tecnologia da Informação e Comunicação – edição 2010. 2011. Disponível em: < http://rhtic.acate.com.br/downloads/relatorio.pdf > Acesso em: 30 ago. 2011.
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#Assessoria de Comunicação do CONSELHO FEDERAL DE ENGENHARIA E AGRONOMIA (CONFEA). Confea discute com MEC aumento do número de engenheiros no Brasil. Disponível em http://www.confea.org.br/publique/cgi/cgilua.exe/sys /start.htm?infoid=10602&sid=10&pai=8. Acesso em 4 de novembro de 2011.
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#ASSOCIAÇÃO CATARINENSE DE EMPRESAS DE TECNOLOGIA (ACATE). Relatório de Mapeamento dos Recursos Humanos e Cursos em Tecnologia da Informação e Comunicação – Edição 2010. Disponível em http://rhtic.acate.com.br/downloads/relatorio.pdf. Acesso em 4 de novembro de 2011.
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#BRASIL-MEC-CONSELHO NACIONAL DE EDUCAÇÃO, CÂMARA DE EDUCAÇÃO SUPERIOR. Resolução CNE/CES 11, DE 11 DE MARÇO DE 2002. Disponível em: http://portal.mec.gov.br/cne/arquivos/pdf/CES112002.pdf. Acesso em 4 de novembro 2011.
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#BRASIL-MEC-SECRETARIA DE EDUCAÇÃO PROFISSIONAL E TECNOLÓGICA (SETEC). Princípios Norteadores das Engenharias nos Institutos Federais. Disponível em: http://mec.gov.br/ setec/arquivos/pdf/principios_ norteadores.pdf. Acesso em 4 de novembro 2011.
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#CEFET-SC. Projeto de Autorização de Curso de Bacharelado em Engenharia Elétrica. 2007.
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#CONAES, Resolução Conaes nº 01, de 17 de junho de 2010.
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#CONFEA- Conselho Federal de Engenharia, Arquitetura e Agronomia. Resolução Nº 1.010, DE 12 DE AGOSTO DE 2005. Disponível em: http://www.confea.org.br/media/res1010.pdf. Acesso em 4 de novembro 2011.
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#CONSELHO REGIONAL DE ENGENHARIA E AGRONOMIA DE SANTA CATARINA (CREA-SC). Cadastro de Instituições de Ensino. Disponível em http://www.crea-sc.org.br/portal/index.php?cmd=instituicoes-de-ensino. Acesso em 20 de abril de 2012.
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#IFSC – CAMPUS CRICIÚMA Projeto Pedagógico de Curso de Bacharel em Engenharia Mecatrônica. Campus Criciúma, Agosto de 2014.
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#IFSC – DEPARTAMENTO ACADÊMICO DE ELETRONICA (DAELN) Projeto Pedagógico de Curso Engenharia Eletrônica. Campus Florianópolis, Agosto de 2012.
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#IFSC – DEPARTAMENTO ACADÊMICO DE ELETROTÉCNICA (DAE) Projeto Pedagógico de Curso Engenharia Elétrica. Campus Florianópolis,
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#IFSC, Síntese Informativa da Microrregião de Itajaí, versão 2, Florianópolis 22 de Novembro de 2013.
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#IFSC-COLEGIADO DE ENSINO, PESQUISA E EXTENSÃO (CEPE). DELIBERAÇÃO CEPE/IFSC Nº 044, DE 06 DE OUTUBRO DE 2010, “Estabelece Diretrizes para os Cursos de Engenharia no IFSC”. Disponível em: http://cs.ifsc.edu.br/portal/files/deliberacoes_ cepe2010/CEPE_deliberacao_044_2010.pdf. Acesso em 4 de novembro 2011.
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#IFSC-DIREÇÃO DO CAMPUS FLORIANÓPOLIS. Indicativos de Viabilidade para abertura de cursos de Engenharia. Setembro de 2011.
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#INEP, Portaria Inep nº 246, de 02 de junho de 2014. Publicada no Diário Oficial da União em 04 de junho de 2014.
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#INSTITUTO NACIONAL DE ESTUDOS E PESQUISAS EDUCACIONAIS ANÍSIO TEIXEIRA (INEP). Resumo Técnico: Censo da Educação Superior de 2009. Disponível em http://download.inep.gov.br/download/superior/censo/2009/ resumo_tecnico2009.pdf. Acesso em 4 de novembro de 2011.
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#INSTITUTO NACIONAL DE ESTUDOS E PESQUISAS EDUCACIONAIS ANÍSIO TEIXEIRA (INEP). Resumo Técnico: Censo Escolar 2010. Disponível em http://download.inep.gov.br/educacao_basica/censo_escolar/resumos_tecnicos/divulgacao_censo2010_revisao_ 04022011.pdf. Acesso em 4 de novembro de 2011.
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#LOBO E SILVA FILHO, R. B. Mais Engenheiros para o Brasil. Folha de S. Paulo, 14 de dezembro de 2009.
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#MELO, M. T. Falta mão de obra em mercado em expansão. Diário de São Paulo, 08 de fevereiro de 2011.
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#MINISTÉTRIO DA EDUCAÇÃO. Referenciais Nacionais para os cursos de Engenharia (MEC), SECRETARIA DE EDUCAÇÃO SUPERIOR, Disponível em http://portal.mec.gov.br/dmdocuments/referenciais2.pdf.
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#NASCIMENTO, Z. M. A. Formação e Inserção de Engenheiros na Atual Fase de Acumulação do Capital: O Caso Tupy-SOCIESC. Tese de Doutorado em Educação. Faculdade de Educação – Universidade Federal do Paraná. Curitiba, 2008. Disponível em www.ppge.ufpr.br/teses/D08_andrade.pdf. Acesso em 4 de novembro de 2011.
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#SECRETARIA MUNICIPAL DE CIÊNCIA, TECNOLOGIA E DESENVOLVIMENTO ECONÔMICO SUSTENTÁVEL (SMCTDES). Relatório de Atividades 2011. Disponível em http://www.pmf.sc.gov.br/arquivos/documentos/pdf/05_01_2012_17.23.54.afef6ab9190b13c 019f781a1123d15ac.pdf. Acesso em 7 de maio de 2012.
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#SECRETARIA MUNICIPAL DE CIÊNCIA, TECNOLOGIA E DESENVOLVIMENTO ECONÔMICO SUSTENTÁVEL (SMCTDES). Plano de Ação 2009-2010. Disponível em http://www.pmf.sc.gov.br/arquivos/documentos/pdf/03_11_2009_16.33.45.909117fd31beed3c21a 21ee9a39a1525.pdf. Acesso em 4 de novembro de 2011.
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#CEFETSC. Resolução CD 13/2008. 2008. Disponível em: < http://www.ifsc.edu.br/images/stories/file/Docs/Conselho%20Diretor/Resolucao_013_Atividades_de_Ensino_Pesquisa_Extensao.pdf> Acesso em: 30 ago. 2011.
 
#CEFETSC. Resolução CD 13/2008. 2008. Disponível em: < http://www.ifsc.edu.br/images/stories/file/Docs/Conselho%20Diretor/Resolucao_013_Atividades_de_Ensino_Pesquisa_Extensao.pdf> Acesso em: 30 ago. 2011.
 
#CEFETSC. Resolução CD 24/2008. 2008. Disponível em: < http://www.ifsc.edu.br/images/stories/file/Docs/Conselho%20Diretor/Resolucao%20024%20-%20Afastamento.pdf> Acesso em: 30 ago. 2011.
 
#CEFETSC. Resolução CD 24/2008. 2008. Disponível em: < http://www.ifsc.edu.br/images/stories/file/Docs/Conselho%20Diretor/Resolucao%20024%20-%20Afastamento.pdf> Acesso em: 30 ago. 2011.

Revision as of 12:54, 12 July 2016

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Dados gerais do Curso

  • Nome do Curso: Engenharia Elétrica
  • Tipo de Curso: Curso Superior - Bacharelado
  • Modalidade: Presencial
  • Tipo de Ingresso: Processo de seleção (Vestibular e/ou ENEM-SISU)
  • Local da Oferta: Campus de Itajaí
  • Matrícula: por Unidade Curricular
  • Turno da oferta: Vespertino
  • Início do curso: 2º semestre de 2015
  • Número de vagas: 40 por semestre
  • Duração: 10 a 20 Semestres
  • Tipo de Avanço: Pré-requisito
  • Carga horária total: 4084 horas
  • Carga horária prática: 1206 horas
  • TCC: obrigatório com 140 horas
  • Estágio: obrigatório com 160 horas
  • Atividades complementares: 400 horas obrigatórias

Perfil do Curso

Análise da Microrregião de Atuação

Segundo a Síntese Informativa da Microrregião de Itajaí [IFSC, 2013], baseada no censo do IBGE, Itajaí é compreendida como a cidade-sede de uma microrregião, que integra um total de 12 municípios (ver Figura 1.1), com população total de 571.027 habitantes, sendo destes um percentual de 94,93% residentes nas áreas urbanas, 52% com idades entre 10 e 39 anos e uma taxa de crescimento de 41,05%, em dez anos.

Figura 1.1 – Aspectos Demográficos da Microrregião de Itajaí

Além de ser, então, o município mais populoso da AMFRI, Itajaí possui o 2º maior PIB do Estado, o principal porto de Santa Catarina e o maior exportador de frios do país. Além disso, o comércio, a prestação de serviço, o turismo e as indústrias fazem com que Itajaí se destaque como uma das cidades com as mais variadas fontes de renda. O Jornal Gazeta Mercantil, em pesquisa divulgada na edição de 7 de abril de 2006, apresentou Itajaí como o quarto melhor município do Brasil, em termos de dinamismo econômico. Os principais parâmetros analisados foram investimentos em áreas sociais, desenvolvimento econômico e volume de operações bancárias por habitante. Itajaí ficou à frente, por exemplo, de todas as capitais do país e do Distrito Federal. As tabelas 1.2 e 1.3 [IFSC, 2013] ilustram a situação privilegiada dos municípios da AMFRI, com relação à média nacional de IDHM (de 0,727, em 2010) e PIB per capita (principalmente Itajaí), segundo dados do PNUD, IBGE e EPAGRI. Tabela 1.2 – Índice de Desenvolvimento Humano Municipal

Tabela 1.3 – Produto Interno Bruto, PIB per capita e Valor Adicionado por Setor

Em 2012, foram contabilizadas 10.196 empresas atuantes na cidade de Itajaí, que ofertavam por volta de 90 mil postos de trabalho, segundo dados do IBGE. Uma pesquisa recente do Conselho Regional de Engenharia e Arquitetura (CREA) (Tabela 1.4), aponta que Itajaí é a terceira cidade do estado em número de empresas afiliadas ao conselho, e que, portanto, têm a engenharia como atividade meio ou fim na região. Estas empresas concentram-se basicamente nos setores de produção de papel e papelão, pesqueiro e de beneficiamento do pescado, de construção naval, de alimentos, de suporte ao transporte portuário e de armazenamento de produtos destinados à exportação. Segundo dados de 2011 da FIESC, a região de Itajaí conta com cerca de 134 grandes indústrias, as quais investem na ampliação e inovação de sua planta fabril. Desta forma, os engenheiros eletricistas têm um potencial papel atuante na inovação, renovação e na automação destes equipamentos industriais.

Tabela 1.4 – Empresas afiliadas, por Inspetoria (CREA, 2014)

Este mesmo relatório também comprova, pelo volume de arrecadação em ARTs (Anotação de Responsabilidade Técnica), a marcante atuação de engenheiros, especialmente civis, industriais e eletricistas em Itajaí e região, como mostra a Tabela 1.5. Tabela 1.5 – Arrecadação em ARTs, por Inspetoria (CREA, 2014)

Tabela 1.6 – Número de ARTs, por Inspetoria (CREA, 2014)

Segundo os dados do CREA, em 2014, Itajaí foi a segunda cidade do estado em valor arrecadado com as ARTs e em número de ARTs emitidas (Tabela 1.6), configurando a existência de um mercado de trabalho próspero para engenheiros, na região. Além deste fato, é possível observar nas tabelas 1.5 e 1.6 que a região de Itajaí, é a terceira maior região catarinense em números de ARTs (2.753) e arrecadação na área de Engenharia Elétrica, logo atrás apenas das cidades de Florianópolis (3.185) e Joinville (2.969), consolidando-se como importante polo de desenvolvimento nesta área. Soma-se a esta característica, todo o Complexo Portuário de Itajaí (CPI), que é o segundo maior do país, em movimentação de carga e contêineres. É chamado de complexo, pois além do Terminal de Itajaí (formado pelo Porto Público e APM Terminals Itajaí) é composto pela Portonave S/A - Terminais Portuários de Navegantes, Terminal Portuário Braskarne, Trocadeiro Terminal Portuário, Poly Terminal S/A e Teporti Terminal Portuário Itajaí S/A. Itajaí representa também a infraestrutura portuária responsável pelo escoamento de grande parte da produção catarinense, sendo um polo atrativo para a instalação de indústrias na região, para investidores e empreendedores nos diversos setores da economia. Obviamente, o desenvolvimento de um Município deste porte requer formação profissional constante de seus cidadãos. Principalmente, formação e qualificação técnica de alto nível, para que seja possível atender toda esta demanda considerável, por parte de empresas e indústrias. No aspecto da oferta de cursos técnicos e profissionalizantes, Itajaí já é destaque incontestável, em níveis estadual e nacional. Em 2012, foram registrados pelo Censo da Educação Superior (MEC), 59 cursos técnicos, ofertados por 9 instituições de ensino. Estimando-se um número médio de 20 vagas anuais por curso, chega-se a aproximadamente 1.180 vagas anuais, somente em cursos técnicos e somente no município de Itajaí. Considerando-se que em 2012 haviam apenas 2086 alunos matriculados na 3a. Série do Ensino Médio, no município de Itajaí, ou seja, o que representa 0,56 vagas por aluno (1 vaga para cada dois alunos) em cursos técnicos, para cada potencial egresso do ensino médio, é fácil inferir-se que o acesso e a progressão para o técnico/profissionalizante, por parte de habitantes com ensino médio completo, estão garantidos no município de Itajaí. Em toda a AMFRI, foram registrados 85 diferentes cursos técnicos, em 16 instituições de ensino, públicas e privadas, o que significa uma média anual de 1.700 vagas para cursos técnicos na região [IFSC, 2013]. É importante lembrar que o estudo do IBGE de 2012 não contabilizou as centenas de vagas de ensino gratuito, abertas recentemente entre 2013 e 2014, para cursos técnicos e de capacitação, nestas instiuições, via programa Pronatec e os cursos de formação profissional ofertados pela Fundação de Educação Profissional e Administração Pública, FEAPI, da própria prefeitura municipal de Itajaí. Ou seja, a região vive atualmente uma realidade sem precedentes, em termos de ofertas de vagas no ensino técnico e profissionalizante, o que, porém, não se reflete igualmente na oferta de cursos superiores, especialmente os públicos. Paradoxalmente, a cidade não conta com uma instituição de ensino superior pública, gratuita e de qualidade, e certamente é papel do IFSC suprir a demanda deste público, que não dispõe de recursos financeiros para investir em sua formação acadêmica e precisa verticalizar sua formação acadêmica. Desta forma, o curso de Engenharia Elétrica possibilitaria, além da formação em si, uma perspectiva pioneira de melhoria para as famílias de baixa renda, além de contribuir para o desenvolvimento da região. De modo geral, todos os municípios próximos a Itajaí possuem necessidade de vagas em educação profissional gratuita em nível superior, como será melhor detalhado na seção de justificativa.


Justificativa

Para competir no atual mercado globalizado, em que produtos e processos têm ciclos cada vez mais curtos, é fundamental incrementar a capacidade nacional de gerar, difundir e utilizar inovações tecnológicas. Essa capacidade só é obtida a partir da qualificação do mais importante elemento: as pessoas [IFSC, 2012]. Ocorre, porém, que um importante indicador da capacidade de inovação tecnológica e competitividade industrial de um país é, exatamente, o percentual de engenheiros formados, em relação ao total de concluintes do ensino superior. Segundo dados da Organização para a Cooperação e Desenvolvimento Econômico (OCDE), citados por [LOBO, 2009], no Brasil, só 5% dos formados estão nas áreas de engenharia; enquanto no Japão, os cursos de engenharia formam 19% dos profissionais de nível superior; na Coreia, 25%; na Rússia, 18%. Existem atualmente cerca de 550 mil engenheiros no país, uma razão de seis para cada mil pessoas economicamente ativas, enquanto países como Estados Unidos e Japão têm 25. Mais de 50% dos estudantes brasileiros de cursos de graduação estão concentrados nas áreas de Administração, Direito e Letras, apenas. Além disto, da totalidade de estudantes de engenharia no Brasil, quase 50% cursam Engenharia Civil, enquanto em países desenvolvidos há um maior percentual em modalidades ligadas à alta tecnologia (microeletrônica, telecomunicações, etc). Segundo declaração do ministro Aloizio Mercadante, na época ministro da Ciência e Tecnologia, no programa semanal de rádio – “Café com o Ministro”, da NBR, enquanto o Brasil forma um engenheiro em 50 formados, o México forma 1 em 20 e a Coreia do Sul e o Japão, 1 em 4. A ausência de engenheiros se mostra como uma séria ameaça ao desenvolvimento e à autonomia tecnológica do país. Para acompanhar o atual crescimento, e para garantir autosuficiência do país no desenvolvimento de suas próprias soluções, seria necessário mais que o dobro desse número. “No mínimo uns 70 mil engenheiros por ano. Se você compara com a Rússia, que tem uma formação em torno de 120 mil engenheiros por ano, ou a Índia, que tem 190 mil engenheiros por ano, os números do Brasil são muito baixos”, compara o professor da COPPE/UFRJ, Aquilino Senra. Esse tema vem sendo discutido com grande ênfase e, no início de 2011, em reunião entre o Conselho Federal de Engenharia, Arquitetura e Agronomia (CONFEA) e o Ministério da Educação [CONFEA,2011], mostrou-se clara a defasagem na formação profissional de engenheiros no Brasil. Presente na reunião, o presidente da Coordenação de Aperfeiçoamento de Pessoal de Nível Superior (Capes), Jorge Almeida Guimarães, resumiu o problema colocando que a qualidade dos cursos no país é muito boa e que o problema é realmente quantitativo, ou seja, há necessidade de aumentar o número de profissionais formados. Além disso, destacou a necessidade de incentivar as ciências exatas desde cedo, desde o ensino fundamental. O presidente do Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico (CNPq), Glaucius Oliva, complementou a discussão, colocando que “por um tempo a Engenharia ficou dirimida da visão estratégica, mas agora estamos vendo que é essencial”. Também é o Presidente do CONFEA que informa que, dado o crescimento econômico do país, há atualmente uma “fila de espera” para a entrada de profissionais de engenharia no Brasil, das mais diferentes nacionalidades. No Sistema CONFEA o número de pedidos de registro de profissionais diplomados no exterior triplicou em 2010 [MELO, 2011]. Estamos “importando” profissionais de engenharia. Cabe destacar que no atual cenário da era da informação, vivemos numa sociedade cada vez mais dependente da energia elétrica. Raros são os equipamentos, dispositivos, veículos, instalações, etc, que não utilizam sistemas elétricos e eletrônicos em seus circuitos de alimentação, e/ou controle, e/ou monitoração, e/ou interface com o usuário, etc. Somado a isto, o avanço expressivo das telecomunicações, nas últimas décadas, criaram um mercado pelos profissionais habilitados a projetar, desenvolver, especificar, instalar e acompanhar estes sistemas elétricos e eletrônicos, como nunca antes visto. Em decorrência disto, a Engenharia Elétrica é uma das áreas com mais vasto espectro de atuação, maior potencial de crescimento, e com decorrente déficit histórico no número de profissionais capacitados, disponíveis para as vagas que se formam, diariamente. Inúmeras são as pesquisas comprovando que a carreira de engenheiro vem sendo a mais valorizada pelo mercado, tendo em vista o crescimento do país nos últimos anos e a relação direta que existe entre inovação, expansão industrial e avanços tecnológicos e o número de engenheiros formados, ao mesmo tempo em que as faculdades não têm conseguido fornecer o número de engenheiros que o mercado demanda. Na área de engenharia elétrica, em particular, este déficit é ainda maior. Segundo um estudo da empresa de consultoria Michael Page, de julho de 2013, nada mais, nada menos que 37% dos postos de trabalho ofertados no país atualmente são voltados para profissionais da engenharia. O mesmo ocorre nos demais países do Mercosul e América Latina, como Argentina, Chile e Colômbia. Uma outra pesquisa salarial realizada pela agência de empregos Catho, em abril de 2014, na região de Joinville, confirma a valorização dos cargos ligados às engenharias. Na lista dos 15 salários mais altos na cidade, sete pertencem a funções com este perfil, incluindo os três primeiros lugares. Destes, o maior salário final seria, exatamente, o do engenheiro eletricista/eletrônico. Por fim, estudos de 2012, 2013 e 2014 da consultoria Manpower Group revelaram que o Brasil é o segundo país com maior dificuldade em preencher vagas nas empresas. Quase 70% dos empresários enfrentam esse problema - o dobro da média global de 35%. Por estes estudos, a sexta profissão com maior demanda não preenchida, no cenário nacional, e a segunda, no cenário global, é a de engenheiro. Cabe recapitular aqui que segundo dados da Organização para a Cooperação e Desenvolvimento Econômico (OCDE), no Brasil, só 5% dos egressos de cursos superiores provêm de engenharias, em contraste com os 19% do Japão, 25% da Coréia e 18% da Rússia. Como já foi citado, não faltam estudos mostrando o que se chama de “apagão tecnológico” no Brasil e no mundo, em função da oferta insuficiente de novos engenheiros, face ao crescimento acelerado das indústrias, em decorrência dos avanços tecnológicos e inovações desta era.


Análise de Demanda

No município de Itajaí e na região da AMFRI, conforme já contextualizado anteriormente, existe uma ampla oferta de cursos de nível técnico, além da demanda, inclusive. Segundo a “Síntese Informativa da Microrregião de Itajaí” [IFSC 2013], que aponta os dados do Censo da educação superior do MEC, em 2012, a região já possuía ao todo a oferta de 85 cursos técnicos distintos. Somente na área específica de eletroeletrônica, pode-se identificar sete cursos técnicos ofertados pelo IFSC e SENAI/Itajaí, nas modalidades concomitante e subsequente. Com a entrada do Pronatec na matriz de cursos profissionalizantes da microrregião em 2014, este número de vagas em educação profissional foi ainda mais ampliado, substancialmente. Em outro extremo, tem-se a oferta insuficiente de cursos superiores na região, por parte das instituições de ensino superior (IES), conforme será amplamente discutido na sequência. Para tanto, a tabela 4.1 ilustra os dados obtidos no senso da educação superior (MEC 2012) no tocante a este segmento da educação na microrregião de Itajaí.

Tabela 4.1 – Instituições de Ensino Superior atuantes (número de matrículas), MEC 2012

É possível observar que na microrregião de Itajaí atuam aproximadamente 28 faculdades, com um total de 25.507 alunos matriculados, nos mais variados cursos e áreas. Isto é, apenas 4% da população da região estão cursando alguma formação acadêmica superior, número este, muito abaixo da média nacional que está em 10%. Além disto, vale destacar que uma considerável parte dos alunos da região, matriculados em IES, na verdade, precisa deixar a região da AMFRI para buscar a educação superior em outras localidades como Florianópolis, Blumenau, ou até mesmo outros estados, como nas matrículas da Universidade Federal de Santa Catarina (143), da Fundação Universidade do Estado de Santa Catarina (211), da Universidade Castelo Branco (217), da Universidade do Norte do Paraná (69), dentre outras. Cabe destacar aqui, que os dados do Censo da Educação Superior (MEC) revelam ainda uma grande desigualdade entre a oferta de vagas públicas e privadas na região. Observa-se que do total de alunos matriculados em todas as IES atuantes na região da AMFRI, apenas 645 (2,5%) frequentam cursos gratuitos oferecidos por instituições públicas, enquanto a grande maioria dos graduandos 24.862 (97,5%) estão matriculados em faculdades privadas. No que tange a área das engenharias, destaca-se ainda que apenas 3 destas instituições ofertam as 360 vagas anuais disponíveis em cursos de engenharia: • Univali – Engenharias Ambiental e Sanitária, Civil, da Computação, de Produção, Mecânica e Química; • IFES – Instituto Cenecista Fayal de Ensino Superior - Engs. Civil e de Produção; • CESFI – Centro de Educação Superior da Foz do Itajaí/UDESC - com o curso de Engenharia de Petróleo, em Balneário Camboriú, que oferta as únicas 40 vagas públicas e gratuitas de toda a região. No Instituto Federal Catarinense (IFC), Campus Camboriú, apenas são ofertados os cursos de Bacharelado em Sistemas de Informação e Tecnólogos em Sistemas para Internet e Negócios Imobiliários. Nenhum curso de engenharia ou afim, portanto. Além disto, destaca-se que não existe sequer uma única vaga em instituição pública para cursos de engenharia ou tecnólogo, em todo município de Itajaí! Em síntese, são ofertadas atualmente apenas 40 vagas anuais para cursos de engenharia em IES públicas, lotadas na microrregião da AMFRI, em contraste com as também insuficientes 320 vagas ofertadas pelas IES privadas, para um universo de 6.210 egressos do Ensino Médio, por ano. Além disto, nenhum destes cursos se dá na area de engenharia elétrica/eletrônica, ou afim, para atender toda a região dos 12 municípios. Assim, na região da AMFRI e no município de Itajaí, o percentual de egressos de cursos de engenharia estaria beirando os 5% (dividindo-se o número de alunos matriculados no último ano do ensino médio na AMFRI, pelo número estimado de vagas em cursos de engenharia). Ao considerar-se ainda os engenheiros egressos de IES públicas, como o IFSC, IFC e UDESC, este percentual cairia para praticamente zero, em uma região geográfica notadamente marcada pela produção industrial, pela enorme volume de emissão de notas de responsabilidade técnica, na proximidade dos parques industriais e tecnológicos de Jaraguá do Sul, Blumenau e Joinville e onde se localizam dois dos maiores portos operantes da América Latina. Sabe-se que o desenvolvimento socioeconômico de um país está intimamente atrelado à formação profissional de seus cidadãos. O desenvolvimento tecnológico de um país está vinculado diretamente ao número de engenheiros que este país é capaz de formar. Com os avanços tecnológicos mundiais em níveis acelerados, como nunca antes ocorrido, o Brasil tem que optar por acompanhar estes avanços, ou tornar-se um mero comprador de tecnologias produzidas em outros países. A seção seguinte, reflete a argumentação aqui destacada, e discute a justificativa do presente curso de Engenharia Elétrica

Dessa forma, com base na argumentação apresentada nas seções supracitadas, referentes a análise de demanda e justificativa, a presente oferta do Curso de Bacharel em Engenharia Elétrica no IFSC, Campus Itajaí, é sintetizada pelos fatores elencados a seguir, considerando: i. Que o Plano de Oferta de Cursos e Vagas, do atual Plano de Desenvolvimento Institucional PDI (2014-2018), prevê a oferta de 80 vagas anuais na área de Engenharia Elétrica, pelo Campus Itajaí. Este plano foi amplamente discutido pela comunidade do campus, tendo em vista o perfil da instituição e demandas da região; ii. A possibilidade de verticalização da Área de Eletroeletrônica no Campus, já que atualmente está implantado no Campus Itajaí o Curso Técnico Subsequente em Eletroeletrônica, e da realização de cursos FICs nesta mesma área. Desta forma, seriam aproveitados os laboratórios existentes e o corpo docente que atua no Curso, existindo, pois, a adequação do curso de Bacharel em Engenharia Elétrica ao perfil do corpo docente atual. De acordo com o Decreto nº 5.154/94, Art. 3º, os cursos nos campi do IFSC “poderão ser ofertados segundo itinerários formativos, objetivando o desenvolvimento de aptidões para a vida produtiva e social”. De acordo com o mesmo Decreto, Art. 3º, § 1º, “considera-se itinerário formativo o conjunto de etapas que compõem a organização da educação profissional em uma determinada área, possibilitando o aproveitamento contínuo e articulado dos estudos”. iii. Que na região de Itajaí e AMFRI não existe a oferta do Curso de Engenharia Elétrica em qualquer IES. iv. Que a oferta de cursos em IES gratuitas/públicas é muito defasada na região. v. Que a oferta de um Curso de Engenharia visa contribuir com a sociedade, minimizando a carência de profissionais da área de engenharia no Brasil, o chamado “Apagão tecnológico”, conforme aponta o próprio Projeto Pedagógico Institucional (PDI) do IFSC, em seu capítulo 3.3.2. vi. Que a existência de um curso de engenharia no Campus Itajaí possibilitaria também o desenvolvimento de senso crítica, no sentido das ofertas futuras de cursos de pós-graduação, nas modalidades lato-sensu e stricto-sensu, pelo Campus Itajaí, conforme preconiza a Lei a criação dos Institutos Federais (inciso VI, artigo 7o., da lei 11.892/2008), que coloca a oferta de cursos de especialização, mestrado e doutorado como objetivos da criação dos IFs. vii. Que a mesma lei 11.892 faculta aos institutos federais que ofertem 30% do seu quadro de vagas em cursos de tecnologia, bacharelado e pós-graduação. Tendo-se em vista que nenhum destes cursos é ofertado pelo Campus Itajaí, até o presente, e que o bacharelado em Engenharia Elétrica seria a modalidade que melhor se adequa ao perfil do corpo docente do campus e às demandas do mercado da microrregião. viii. Que os perfis de formação do aluno e do docente de um curso de engenharia estão inerentemente ligados ao desenvolvimento ativo da pesquisa e da extensão, possibilitando fomentar, fortalecer e consolidar estas atividades no Campus e na região, por consequência. ix. A aderência do curso de Bacharel em Engenharia Elétrica às demandas regionais. x. Que o Projeto Pedagógico de Curso de Engenharia Elétrica para o Campus Itajaí do IFSC foi pensado, totalmente concebido, dentro da diretriz de harmonização curricular, com relação às demais engenharias ofertadas pelo sistema IFSC, respeitando-se, obviamente, a identidade da região que o Campus Itajaí atende. xi. Que a oferta de cursos superiores por Instituições Federais de Ensino é extremamente insuficiente, diante da demanda que se apresenta na microrregião de Itajaí. xii. A posição geográfica favorável da região, em especial a da cidade de Itajaí, pela sua proximidade com a BR–101 e portos de Itajaí, Navegantes e São Francisco do Sul. xiii. O fato do Instituto Federal de Santa Catarina consolidar-se cada vez mais como uma agência formadora de recursos humanos na área tecnológica. xiv. Que existe uma demanda reprimida de 27,06% da população de Itajaí (42.635 habitantes), e de 25,14% na AMFRI (123.437 habitantes), de indivíduos que possuem o ensino médio completo, mas não cursaram, ou não concluíram, curso superior (Tabela 4.2).

Tabela 4.2 – Nível de instrução na Microrregião de Itajaí

Portanto, torna-se evidente que o curso de Bacharel em Engenharia Elétrica se faz necessário para a região, bem como para o Estado de Santa Catarina, uma vez que propõe formar profissionais qualificados na área e que tenham, além de uma preocupação socioambiental, a capacidade de criar soluções tecnológicas, garantindo a diversificação da base econômica, seja nas cadeias de produção industrial ou em áreas de tecnologia de ponta.


Objetivos do Curso

São objetivos da presente proposta de curso de Engenharia Elétrica: • prover oportunidades de crescimento pessoal e profissional à população atendida pelo Campus Itajaí; • formar profissionais que se caracterizem pelo perfil de conclusão proposto; • contribuir para uma formação completa, que transcenda o viés apenas técnico/econômico, com forte consciência de seu papel ético, humanístico e social, avaliando permanentemente os impactos do emprego das tecnologias desenvolvidas na vida das pessoas e na sustentabilidade dos recursos naturais; • abordar a Engenharia Elétrica a partir de um currículo com uma nova perspectiva de ensino aprendizagem, pautada pelas diretrizes dos Institutos Federais, pela integração entre as diferentes áreas do conhecimento e pela existência de projetos e atividades integradoras de conhecimento; • desenvolver a pesquisa e a extensão nos eixos profissionais do curso; • atrair, ainda mais, a atenção da comunidade regional para o Instituto Federal de Santa Catarina e seu Campus situado em Itajaí; • corresponder à demanda considerável reivindicada, de forma crescente, pelos atuais e futuros profissionais egressos, bem como à expectativa da comunidade com relação ao curso.

Perfil Profissional do Egresso

O curso de Engenharia Elétrica do Campus Itajaí aqui proposto aborda um amplo conjunto de conhecimentos, habilidades e competências, dentro das diversas áreas da Engenharia Elétrica. O objetivo é formar o profissional generalista, com habilitação plena, que seja capaz de contribuir com os diversos ramos de atividade da engenharia elétrica, e de atuar num cenário globalizado e em constantes transformações, sem estar particularmente focado em uma subárea, especificamente. O curso foi construído com base e atende plenamente as cargas horárias, conteúdos, disciplinas, habilidades, competências, preconizados nas leis 5.194/66, decisão normativa CONFEA 57/1995, resolução CNE/CES 11/2002 e no documento de Construção dos Referenciais Nacionais dos cursos de Graduação – bacharelados e licenciaturas Engenharias, que estabelecem uma formação bastante focada no setor de energia elétrica. Este projeto, porém, em seus aspectos curricular e metodológico, também propiciará uma formação e qualificação flexíveis, multidisciplinares e com abordagem ampla, com atenção também ao projeto e desenvolvimento de sistemas eletrônicos, sistemas digitais e computacionais, sistemas industriais, controle e automação de processos, telecomunicações, de engenharia biomédica, bem como, de gestão e administração de projetos, empreendedorismo, ciências exatas e humanas. É importante salientar que o curso de Bacharel em Engenharia Elétrica deve oferecer ao aluno, além do conhecimento técnico-científico, o desenvolvimento de uma consciência crítica, de um pensamento autônomo e interdisciplinar, de empreendedorismo, de pró-atividade, bem como capacitar o futuro profissional ao trabalho em equipe e voltado à comunicação. Procura-se incentivar a atuação consciente, o pensar e agir antecipadamente com confiança e criatividade, despertando o futuro profissional às relações e responsabilidades sociais, ambientais e de sustentabilidade. O Conselho Nacional de Educação, por meio da Câmara de Educação Superior, instituiu Diretrizes Curriculares dos Cursos de Engenharia através de sua Resolução CNE/CES N° 11 de 11 de março de 2002. O Artigo 4° deste documento trata das mínimas habilidades e competência que deve ter um profissional em engenharia: i. aplicar conhecimentos matemáticos, científicos, tecnológicos e instrumentais à engenharia; ii. projetar e conduzir experimentos e interpretar resultados; iii. conceber, projetar e analisar sistemas, produtos e processos; iv. planejar, supervisionar, elaborar e coordenar projetos e serviços de engenharia; v. identificar, formular e resolver problemas de engenharia; vi. desenvolver e/ou utilizar novas ferramentas e técnicas; vii. supervisionar a operação e a manutenção de sistemas; viii. avaliar criticamente a operação e a manutenção de sistemas; ix. comunicar-se eficientemente nas formas escrita, oral e gráfica; x. atuar em equipes multidisciplinares; xi. compreender e aplicar a ética e responsabilidade profissionais; xii. avaliar o impacto das atividades da engenharia no contexto social e ambiental; xiii. avaliar a viabilidade econômica de projetos de engenharia; xiv. assumir a postura de permanente busca de atualização profissional.

Para complementar a formação, o Curso procura desenvolver competências/habilidades específicas às áreas de atuação do profissional em engenharia elétrica (até o momento observadas como generalista, ou seja atuando em todas as habilitações designadas nos Art. 8º e Art. 9º da resolução no. 218 do CONFEA), quais sejam, entre outras: i. geração, conversão, transmissão, distribuição, proteção e conservação de energia elétrica; ii. projeto, execução, montagem e manutenção de equipamentos, instalações e redes elétricas; iii. eletrônica analógica, digital e de potência; iv. instrumentação, automação e controle de sistemas; v. processamento de sinais, imagens e sistemas de visão; vi. redes digitais e sistemas de comunicação vii. microcontroladores e microprocessadores. De modo geral, nas engenharias as transformações científicas e tecnológicas ocorrem com rapidez. Desta forma, o engenheiro deve possuir a capacidade de acompanhar essas transformações, buscar, selecionar e interpretar informações de modo a resolver problemas concretos da sua área de atuação, além de adaptar-se às novas situações encontradas no ambiente de trabalho [IFSC, 2012]. Ainda segundo as Diretrizes Curriculares Nacionais do Curso de Graduação em Engenharia (em seu art. 3º) sobre o perfil do egresso: “O Curso de Graduação em Engenharia tem como perfil do formando egresso/profissional o engenheiro, com formação generalista, humanista, crítica e reflexiva, capacitado a absorver e desenvolver novas tecnologias, estimulando a sua atuação crítica e criativa na identificação e resolução de problemas, considerando seus aspectos políticos, econômicos, sociais, ambientais e culturais, com visão ética e humanística, em atendimento às demandas da sociedade". Segundo [NASCIMENTO, 2008], o engenheiro competente, além de um sólido conhecimento das áreas específicas de seu ramo de atuação, deve ter uma formação generalista, de forma a poder resolver os problemas que lhe são apresentados, sendo capaz de propor soluções com autonomia e originalidade. Neste contexto, além das competências citadas anteriormente para o perfil do egresso do curso de Engenharia, somam-se inúmeros aspectos sociais, éticos, políticos e ambientais. Esses aspectos são agregados ao conhecimento técnico como eixos transversais que perpassam toda a matriz curricular. Tal argumento pode ser constatado não somente em casos pontuais como nas unidades curriculares de “Engenharia e Sustentabilidade” e “Empreendedorismo”, mas em toda a matriz do curso. É o caso das competências e/ou habilidades ligadas às responsabilidades legais do exercício da profissão com relação aos profissionais e a sociedade, análise das questões de eficiência energética, impactos ambientais associados aos processos de produção e utilização de tecnologia, formas corretas de descarte dos resíduos e lixo eletrônico, uso sustentável das fontes de energia, técnicas de relacionamento interpessoal e hierárquico, gestão de equipes, efeitos nocivos à saúde de profissionais e usuários de tecnologia, etc. Esses e outros aspectos podem ser encontrados, formalmente explicitados, em várias unidades curriculares do curso de Engenharia Elétrica.

Competências Finais

Com sólidos conhecimentos científicos e tecnológicos, o Engenheiro Eletricista tem como competências gerais: projetar, especificar, adaptar, e desenvolver sistemas elétricos e eletroeletrônicos, bem como realizar a integração dos recursos físicos, lógicos e de programação necessários para a execução dessas atividades. De modo mais específico, é desejado que o profissional de Engenharia Elétrica adquirisse todas as competências listadas nas unidades curriculares que integralizam o curso em questão.

Áreas de Atuação

A Engenharia Elétrica é a área que lida e transita pelas subáreas de Sistemas de Energia, Sistemas Eletrônicos, Sistemas de Controle e Automação, Sistemas Biomédicos, Eletrotécnica e Sistemas de Telecomunicações. Mais detalhadamente, os Sistemas de Energia compreendem a área da Engenharia Elétrica que responde pela geração, transmissão, transporte, distribuição e comercialização da energia elétrica, bem como atua no projeto, construção e manutenção de usinas de geração de energia elétrica. Os Sistemas Eletrônicos envolvem o projeto, desenvolvimento e implementação de sistemas eletrônicos e/ou de informática, associados aos diversos segmentos tecnológicos de eletrônica analógica, digital e de potência. Na área de Sistemas de Controle e Automação, os engenheiros eletricistas têm por função projetar e aplicar sistemas de automação e controle em linhas de produção industrial, eminentemente. Na Engenharia Biomédica, o engenheiro eletricista realiza tarefas de projeto, desenvolvimento, operação e manutenção de equipamentos médico-hospitalares ou sistemas de informação médicos. Atuando como Eletrotécnico, o engenheiro eletricista está habilitado para projetar, instalar e supervisionar instalações elétricas de baixa, média e alta tensão. Por fim, a área de Telecomunicações emprega engenheiros eletricistas no projeto, desenvolvimento, manutenção e supervisão de sistemas para telecomunicações e redes, antenas, dispositivos e equipamentos para telecomunicações e comunicação de dados, etc. Afora todas estas incumbências, o profissional engenheiro eletricista ainda está habilitado a trabalhar com consultoria, lecionar, prestar serviços eventuais e administrar empresas ligadas aos sistemas eletroeletrônicos e no sistema financeiro. Assim, como ocorre com as outras engenharias, mas em um grau ainda maior pela abrangência e relevância da área de atuação, com relação aos avanços tecnológicos em informática e telecomunicações, o engenheiro eletricista tem à sua disposição um vasto mercado de trabalho, o que é reforçado pela grande quantidade de indústrias e empresas prestadoras de serviço, também na região de Itajaí e da AMFRI. Nesse panorama, para se atender exigências profissionais de uma sociedade que evolui muito rapidamente, o curso de Bacharel em Engenharia Elétrica deve oferecer ao aluno além do conhecimento técnico-científico, o desenvolvimento de uma consciência crítica, de um pensamento autônomo e interdisciplinar, de empreendedorismo, de pró-atividade, bem como capacitar o futuro profissional ao trabalho em equipe e voltado à comunicação. Procura-se incentivar a atuação consciente, o pensar e agir antecipadamente com confiança e criatividade, despertando o futuro profissional às relações e responsabilidades sociais, ambientais e de sustentabilidade.

Possíveis postos de trabalho

O curso de Engenharia Elétrica permite ao egresso desempenhar funções dentro da resolução 1010/2005 do CONFEA/CREA na modalidade Elétrica, nos setores de: Eletricidade Aplicada e Equipamentos Eletroeletrônicos; Eletrônica e Comunicação; Programação; Hardware; Informação e Comunicação. Deste modo, o Engenheiro Eletricista é habilitado para trabalhar em empresas de automação e controle, no mercado industrial; na fabricação e aplicação de máquinas e equipamentos elétricos e eletrônicos; em áreas que envolvam componentes, com equipamentos e sistemas eletrônicos; com desenvolvimento de softwares para equipamentos; na operação e na manutenção de equipamentos eletrônicos; no desenvolvimento de circuitos digitais e analógicos; com projetos de circuitos eletrônicos específicos e microeletrônicos; no desenvolvimento de instrumentos de medidas; no desenvolvimento de sistemas de controle de processos físicos e químicos; com sistemas de áudio/vídeo e comunicação de dados; com hardware e software de sistemas computacionais e processamento de sinais.

Forma de Ingresso no Curso

É pré-requisito para acessar o curso de Engenharia Elétrica a conclusão do ensino médio. A forma de ingresso de alunos no curso se dará por meio de normas estabelecidas em edital pelo órgão do sistema IFSC responsável pelo ingresso e de acordo com as normativas em vigor estabelecidas pelos órgãos competentes do IFSC. Em linhas gerais, a forma de ingresso de alunos no curso se dará de duas formas: 1. através de processo regular de ingresso: Atualmente, divididos percentualmente, por meio de Concurso Vestibular e através do Sistema de Seleção Unificada (SiSU) que utiliza a nota do Exame Nacional do Ensino Médio (ENEM). 2. conforme o Regulamento Didático Pedagógico, por meio de transferências externas e internas, quando houver vagas disponíveis.


Trabalho de Conclusão de Curso

O Trabalho de Conclusão de Curso (TCC) é obrigatório no Curso de Engenharia Elétrica e será realizado de acordo com as normas estabelecidas no RDP e com o Regulamento do Trabalho de Conclusão de Curso da Engenharia Elétrica do Câmpus Itajaí.

Estágio Curricular

O Estágio Curricular é obrigatório no Curso de Engenharia Elétrica e será realizado de acordo com as normas estabelecidas no RDP do IF-SC. O Estágio Curricular visa proporcionar ao aluno a vivência no mundo do trabalho, facilitando sua adequação à vida profissional permitindo a integração dos diferentes conceitos vistos ao longo da sua vida escolar. Sua presença no currículo é resultado da forte demanda do mercado. A maioria das empresas da região costuma contratar estagiários para posterior efetivação. O estágio é, portanto, não somente um instrumento para vivência do mundo do trabalho e integração dos conceitos adquiridos durante o curso, mas, efetivamente, uma oportunidade de inserção no mercado de trabalho.

O Estágio Curricular Obrigatório tem carga horária mínima de 160h e sua realização é possível após a integralização de 2160 horas da carga horária do curso.

Fundamentação Legal

A transformação em Instituto Federal (IF), a partir da Lei 11.892/2008, alterou o perfil da instituição agregando outros objetivos além da Educação Técnica de Nível Médio e Cursos Superiores de Tecnologia, incluindo a formação em Engenharia.

O documento elaborado pelo MEC/SETEC, intitulado “Princípios norteadores das engenharias dos IFs” (MEC, 2009a) estabelece uma série de princípios a serem seguidos pelas Engenharias nos Institutos Federais, o qual foi tomado como ponto de partir para a construção do currículo da Engenharia de Telecomunicações.

O IF-SC estabeleceu com a Deliberação 44/2010 do CEPE/IF-SC um conjunto de Diretrizes Curriculares para os Cursos de Graduação em Engenharia no IF-SC, a ser seguido por todos os Campi da instituição, as quais foram utilizadas para a construção do currículo da Engenharia de Telecomunicações.

Para a construção do perfil profissional da Engenharia de Telecomunicações foram utilizados os Referenciais Nacionais para os cursos de Engenharia (MEC, 2009b) e o documento Convergência de Denominação para construção dos referenciais nacionais dos cursos de graduação - bacharelados e licenciaturas e engenharias (MEC, 2011b). Também foram utilizados os seguintes documentos legais:

  • Resolução CNE/CES 11/2002: Institui Diretrizes Curriculares Nacionais do Curso de Graduação em Engenharia.
  • Resolução CNE/CES 2/2007: Dispõe sobre carga horária mínima e procedimentos relativos à integralização e duração dos cursos de graduação, bacharelados, na modalidade presencial.
  • Resolução CONFEA 1010/2005: Dispõe sobre a regulamentação da atribuição de títulos profissionais, atividades, competências e caracterização do âmbito de atuação dos profissionais inseridos no Sistema Confea/Crea, para efeito de fiscalização do exercício profissional.
  • Resolução CONFEA 218/1973: Discrimina atividades das diferentes modalidades profissionais da Engenharia, Arquitetura e Agronomia.
  • Lei 5194/1966: Regula o exercício das profissões de Engenheiro, Arquiteto e Engenheiro-Agrônomo, e dá outras providências.

Referências Bibliográficas

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  2. ASSOCIAÇÃO CATARINENSE DE EMPRESAS DE TECNOLOGIA (ACATE). Relatório de Mapeamento dos Recursos Humanos e Cursos em Tecnologia da Informação e Comunicação – Edição 2010. Disponível em http://rhtic.acate.com.br/downloads/relatorio.pdf. Acesso em 4 de novembro de 2011.
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  4. BRASIL-MEC-SECRETARIA DE EDUCAÇÃO PROFISSIONAL E TECNOLÓGICA (SETEC). Princípios Norteadores das Engenharias nos Institutos Federais. Disponível em: http://mec.gov.br/ setec/arquivos/pdf/principios_ norteadores.pdf. Acesso em 4 de novembro 2011.
  5. CEFET-SC. Projeto de Autorização de Curso de Bacharelado em Engenharia Elétrica. 2007.
  6. CONAES, Resolução Conaes nº 01, de 17 de junho de 2010.
  7. CONFEA- Conselho Federal de Engenharia, Arquitetura e Agronomia. Resolução Nº 1.010, DE 12 DE AGOSTO DE 2005. Disponível em: http://www.confea.org.br/media/res1010.pdf. Acesso em 4 de novembro 2011.
  8. CONSELHO REGIONAL DE ENGENHARIA E AGRONOMIA DE SANTA CATARINA (CREA-SC). Cadastro de Instituições de Ensino. Disponível em http://www.crea-sc.org.br/portal/index.php?cmd=instituicoes-de-ensino. Acesso em 20 de abril de 2012.
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  10. IFSC – DEPARTAMENTO ACADÊMICO DE ELETRONICA (DAELN) Projeto Pedagógico de Curso Engenharia Eletrônica. Campus Florianópolis, Agosto de 2012.
  11. IFSC – DEPARTAMENTO ACADÊMICO DE ELETROTÉCNICA (DAE) Projeto Pedagógico de Curso Engenharia Elétrica. Campus Florianópolis,
  12. IFSC, Síntese Informativa da Microrregião de Itajaí, versão 2, Florianópolis 22 de Novembro de 2013.
  13. IFSC-COLEGIADO DE ENSINO, PESQUISA E EXTENSÃO (CEPE). DELIBERAÇÃO CEPE/IFSC Nº 044, DE 06 DE OUTUBRO DE 2010, “Estabelece Diretrizes para os Cursos de Engenharia no IFSC”. Disponível em: http://cs.ifsc.edu.br/portal/files/deliberacoes_ cepe2010/CEPE_deliberacao_044_2010.pdf. Acesso em 4 de novembro 2011.
  14. IFSC-DIREÇÃO DO CAMPUS FLORIANÓPOLIS. Indicativos de Viabilidade para abertura de cursos de Engenharia. Setembro de 2011.
  15. INEP, Portaria Inep nº 246, de 02 de junho de 2014. Publicada no Diário Oficial da União em 04 de junho de 2014.
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  18. LOBO E SILVA FILHO, R. B. Mais Engenheiros para o Brasil. Folha de S. Paulo, 14 de dezembro de 2009.
  19. MELO, M. T. Falta mão de obra em mercado em expansão. Diário de São Paulo, 08 de fevereiro de 2011.
  20. MINISTÉTRIO DA EDUCAÇÃO. Referenciais Nacionais para os cursos de Engenharia (MEC), SECRETARIA DE EDUCAÇÃO SUPERIOR, Disponível em http://portal.mec.gov.br/dmdocuments/referenciais2.pdf.
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  22. SECRETARIA MUNICIPAL DE CIÊNCIA, TECNOLOGIA E DESENVOLVIMENTO ECONÔMICO SUSTENTÁVEL (SMCTDES). Relatório de Atividades 2011. Disponível em http://www.pmf.sc.gov.br/arquivos/documentos/pdf/05_01_2012_17.23.54.afef6ab9190b13c 019f781a1123d15ac.pdf. Acesso em 7 de maio de 2012.
  23. SECRETARIA MUNICIPAL DE CIÊNCIA, TECNOLOGIA E DESENVOLVIMENTO ECONÔMICO SUSTENTÁVEL (SMCTDES). Plano de Ação 2009-2010. Disponível em http://www.pmf.sc.gov.br/arquivos/documentos/pdf/03_11_2009_16.33.45.909117fd31beed3c21a 21ee9a39a1525.pdf. Acesso em 4 de novembro de 2011.


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  10. MEC . O PNE 2011-2020: Metas e estratégias. Disponível em: <http://www.senado.gov.br/sf/comissoes/CE/documentos/Notas_Tecnicas_PNE_2011_2020.pdf> Acesso em: 23 ago. 2011.
  11. MEC. Construção dos Referenciais Nacionais para os Cursos de Graduação – Bacharelados e Licenciaturas, Engenharias: Convergência de Denominação. Disponível em: <http://portal.mec.gov.br/dmdocuments/convergencia_denominacao.pdf> Acesso em: 30 ago. 2011.
  12. MEC. Instituições de Educação Superior e Cursos Cadastrados. Disponível em: <http://emec.mec.gov.br/emec/nova#avancada> Acesso em: 23 ago. 2011 .
  13. MEC. Princípios Norteadores das Engenharias dos IFs. 2009. Disponível em: <http://portaldoprofessor.mec.gov.br/storage/materiais/0000015039.pdf> Acesso em: 30 ago. 2011.
  14. MEC. Referências Nacionais para os Cursos de Engenharia. 2009. Disponível em: <portal.mec.gov.br/dmdocuments/referenciais.pdf> Acesso em: 30 ago. 2011.
  15. MEC/INEP. ENEM 2011 - Edição deste ano bate recorde, com mais de 6 milhões de inscrições. Disponível em: <http://portal.inep.gov.br/rss_enem/-/asset_publisher/oV0H/content/id/75841> Acesso em: 23 ago. 2011 .
  16. MEC/INEP. ENEM 2011 - Sinopses Estatísticas da Educação Superior – Graduação. Disponível em : <http://portal.inep.gov.br/superior-censosuperior-sinopse> Acesso em: 23 ago. 2011 .
  17. MEC/INEP. Sinopses Estatísticas da Educação Básica – Ano 2009. Disponível em: <http://download.inep.gov.br/download/superior/censo/2009/sinopse_da_educacao_superior_2009.xls> Acesso em: 23 ago. 2011.
  18. Número de Patentes do Brasil Decepciona ONU. Folha News, 2008. Disponível em: <http://www.inei.org.br/noticias/numero-de-patentes-do-brasil-decepciona-onu/> Acesso em: 30 ago. 2011.
  19. O'Neill, Jim, Brazil is now the 5th largest economy. 2 down 2 to go. Disponível em: <http://www2.goldmansachs.com/gsam/advisors/education/viewpoints_from_chairman/viewpoints-pdfs/brazil_is_now_the_5th_largest_economy.pdf> Acesso em: 30 ago. 2011.
  20. SALEK, Silvia. Brasil pode ser quinta economia do mundo na próxima década, diz Mantega. BBC Brasil, 2009. Disponível em: <http://www.bbc.co.uk/portuguese/noticias/2009/09/090908_mantegass.shtml> Acesso em: 31 ago. 2011.
  21. TELLES, Marcia. Brasil sofre com a falta de engenheiros. Revista Inovação em Pauta, Brasília, n. 6, p 11-15, maio/ago, 2009.
  22. Witt, H-J., Alabart, J,R., Giralt, F., Herrero, J., Vernis, L. and Medir, M. A Competency-Based Educational Model in a Chemical Engineering School. International Journal of Engineering Education, v. 22, n. 6, 2006.

Site do Curso

Está disponivel na internet o novo site do Curso de Engenharia de Telecomunicações.

Matriz Curricular

A Matriz Curricular da Engenharia de Telecomunicações apresenta todas as ementas das disciplinas do curso em uma matriz navegável com uma aba para cada fase do curso. Para os professores do curso estão também disponíveis uma lista detalhada das ementas com informações adicionais: conteúdo programático, atividades complementares, bibliografia complementar.

Rede Curricular

A rede curricular da Engenharia de Telecomunicações representa graficamente as disciplinas do curso, indicando as cadeias de pré-requisitos (linhas contínuas) e disciplinas que são recomendadas (linhas tracejadas). Clicando na rede curricular é possível navegar diretamente para as ementas das disciplinas da Engenharia de Telecomunicações.

Regulamento Didático-Pedagógico

O curso de Engtelecom possui um Regimento Didático Pedagógico (anexo da Organização Didática do Campus de São José), o qual é um documento de gestão do processo educacional, e estabelece as normas referentes aos processos didáticos pedagógicos desenvolvidos pelo curso. Esse documento trata:

  • do currículo e planos de ensino.
  • do regime escolar: calendário acadêmico do campus, ingresso e da matrícula, trancamento de Matrícula, matrícula isolada em componente curricular, retorno de graduado, cancelamento de matrícula.
  • da transferência e validação
  • do estágio curricular
  • do trabalho de conclusão de curso
  • dos diplomas, certificados e históricos escolares
  • da avaliação: avaliação da aprendizagem, aprovação e frequência, recuperação, revisão de avaliações.
  • do regime disciplinar do corpo discente: direitos, deveres, penalidades
  • dos docentes e técnico-administrativos em educação: direitos, deveres, penalidades

Corpo docente do curso

Área de Telecomunicações

Alexandre Moreira, André Luiz Alves, Deise Monquelate Arndt, Diego Botelho, Diego da Silva de Medeiros, Ederson Torresini, Elen Macedo Lobato Merlin, Emerson Ribeiro de Mello, Eraldo Silveira e Silva, Evandro Cantu, Fabio Alexandre de Souza, Jaci Destri, Jorge Henrique Busatto Casagrande, Marcelo Maia Sobral, Marcio Henrique Doniak, Marcos Moecke, Maria Cláudia de Almeida Castro, Mario de Noronha Neto, Nilton Francisco Oliveira da Silva, Noberto Baú, Odilson Tadeu Valle, Pedro Armando da Silva Junior, Pedro Paulo Correa de Souza, Rubem Toledo Bergamo, Sandro Carlos Lima, Saul Silva Caetano, Tiago Semprebom, Volnei Velleda Rodrigues, e Volney Duarte Gomes.

Outras áreas

Adenir Steinbach (Administração, Economia); Vidomar Silva Filho (Portugues e Metodologia); Elenira Vilela, Márcio Eli Osório e Silviana Cirino (Matemática); Jair Líbero Cadorin e Nicanor Cardoso (Física); Carlos Boabaid Neto, Joaquim Manoel Gonçalves (Mecânica), Anastácio da Silva Júnior (Desenho Técnico); Felipe Silveira de Souza (Sustentabilidade); Giovani Pakuszewski (Quimica);

Notícias sobre a Engenharia de Telecomunicações do IF-SC

Informações úteis sobre Engenharia de Telecomunicações

Outros Links

Acompanhe a Tramitação do projeto
Projeto original
Anexo Metas e Estratégias
Meta 12
Meta 13
Notas Técnicas PNE 2011-2020